A ambiguidade na obtenção do mangekyō sharingan eterno e o dilema canônico
Uma análise profunda sobre os requisitos para despertar o Mangekyō Sharingan Eterno e as implicações para personagens centrais da saga.
O domínio das técnicas visuais mais poderosas no universo de Naruto, especificamente o Mangekyō Sharingan Eterno (MS Eternal), sempre esteve envolto em mistérios e requisitos trágicos. Uma das regras centrais estabelecidas no cânone da obra, frequentemente reforçada por personagens como Itachi Uchiha, é a necessidade de superar a dor da perda definitiva para atingir estágios avançados do poder ocular.
Este poder surge, segundo a narrativa, quando um usuário do Mangekyō Sharingan desperta um segundo par dessas habilidades visuais em seu irmão ou pessoa de laços extremamente fortes, sucedendo a morte (ou o transplante) desse indivíduo. A morte do ente querido serve como catalisador para a fusão dos poderes.
O paradoxo da obtenção
A questão surge ao analisar a situação de certos personagens que parecem ter acessado o controle total do Mangekyō Sharingan sem terem se submetido ao ato estipulado pela lenda. O requisito clássico, legado da linhagem Uchiha, exige que o portador mate seu amigo mais querido ou parente próximo para obter a forma eterna.
Se considerarmos a afirmação de que a obtenção do poder supremo exige essa tragédia, surge uma contradição lógica quando se especula sobre o conhecimento prévio de outros indivíduos. Se um personagem, como Itachi, soubesse exatamente como progredir para o Mangekyō Sharingan Eterno, mas não tivesse perpetrado o ato violento necessário, ele ainda possuiria o poder completo? A lógica interna da ficção sugere que, sem o sacrifício ou o transplante de poder, o estágio final não seria alcançado.
A ausência do sacrifício e as consequências
O foco recai sobre a interpretação exata da condição imposta. Itachi, por exemplo, mesmo possuindo o Mangekyō avançado herdado de seu irmão, não teria, pelos meios definidos pela mitologia do clã, a versão eterna. Isso implica que, mesmo com o conhecimento de como funciona o poder, a posse plena estaria condicionada à execução da etapa final não realizada por ele. Sem concretizar esse sacrifício extremo, o caminho para o poder ocular ilimitado permaneceria bloqueado.
Essa nuance é crucial para entender as motivações e as limitações impostas aos portadores dos olhos mais poderosos do clã Uchiha. O poder, por mais desejável que seja, carrega um custo ético e emocional que define os limites de sua manifestação em combate e em longo prazo, separando aqueles que apenas despertaram o Mangekyō daqueles que alcançaram a transcendência eterna.