Análise aponta que a ameaça de obito e madara forçou a união inédita das cinco grandes nações shinobi
Apesar dos métodos radicais, o plano final de Obito e Madara alcançou um efeito colateral paradoxal: a primeira aliança militar coesa entre as vilas.
A história do Universo Naruto é marcada por conflitos intermináveis entre as nações elementais. No entanto, uma análise profunda da ascensão de vilões como Obito Uchiha e Madara Uchiha sugere que, apesar de suas intenções malignas e planos devastadores, eles involuntariamente catalisaram um avanço político que parecia impossível: a cooperação mútua entre as cinco grandes vilas shinobi.
O objetivo central da dupla, envolto no ambicioso Plano Olho da Lua, visava acabar com o sofrimento intrínseco ao mundo ninja, interrompendo o ciclo de ódio e vingança através da imposição de uma paz forçada sob o Tsukuyomi Infinito. Embora os métodos fossem eticamente condenáveis e envolvessem destruição em massa, a ameaça existencial que representaram serviu como um catalisador poderoso.
A forçada integração política
Pela primeira vez na história registrada, a emergência de um inimigo comum com poder suficiente para aniquilar qualquer vila isoladamente forçou Konohagakure, Sunagakure, Iwagakure, Kumogakure e Kirigakure a abandonarem suas desconfianças históricas. A guerra declarada por Obito, ainda que parte de seu esquema, obrigou essas potências a formarem um exército único, sob uma única causa: a sobrevivência.
Essa aliança, consolidada durante a Quarta Grande Guerra Mundial Shinobi, ecoou o desejo de paz que muitos líderes buscaram estabelecer através de tratados e diplomacia, mas nunca conseguiram concretizar. A ironia reside no fato de que a paz duradoura, ou pelo menos uma trégua sustentável baseada em colaboração, só foi alcançada sob a sombra da aniquilação total orquestrada por Madara e Obito.
O legado paradoxal do ódio
Apesar do fracasso do plano original - que visava criar um mundo de ilusão pacífica sob o controle de um único indivíduo - o resultado imediato foi a criação de um precedente de união. Venceram o mal externo, mas carregaram para a era pós-guerra a lição de que a força conjunta era a única alternativa viável contra ameaças maiores.
Muitos estudiosos do período defendem que a necessidade de enfrentar um adversário que representava a ruína para todos, independentemente de sua bandeira, forneceu a base para a futura Era da Paz descrita no epílogo da saga. Em essência, Madara e Obito, através de seus atos de extremo mal, conseguiram cumprir, ironicamente, um objetivo fundamental de unidade que o fundador de Konoha, Hashirama Senju, sonhara, mas não concretizara em vida.
A lição deixada é que, em narrativas épicas, a maior mudança estrutural pode advir não da virtude, mas da pressão calculada exercida sobre o sistema, forçando-o a evoluir ou perecer. A cooperação das elites ninjas, antes impensável, tornou-se um fato consumado graças à estratégia de seus maiores inimigos.