Análise revela aumento significativo de mortes após o timeskip em one piece

A percepção de que personagens importantes não morrem em One Piece é desafiada por dados concretos pós-timeskip.

Fã de One Piece
Fã de One Piece

11/01/2026 às 22:57

8 visualizações 5 min de leitura
Compartilhar:

A obra de Eiichiro Oda, One Piece, há muito carrega a reputação, muitas vezes criticada, de poupar personagens centrais de desfechos fatais, recorrendo a supostas 'mortes falsas', como exemplificado pelo personagem Pell. No entanto, uma observação atenta da narrativa revela uma mudança drástica no tom e na frequência de óbitos confirmados desde que os Chapéus de Palha ingressaram na segunda metade da Grand Line, conhecida como a New World.

Embora a percepção geral de que “ninguém morre” persista, principalmente porque as fatalidades tendem a recair sobre antagonistas ou figuras secundárias, a contagem de baixas confirmadas aumentou exponencialmente após o hiato de dois anos na história.

A escalada de fatalidades na Nova Rota

Desde a travessia para a New World, a lista de personagens cujas mortes foram explicitamente registradas ou confirmadas por outros personagens é considerável. Esses eventos, antes raros, tornaram-se mais frequentes, embora muitas vezes ocorram longe da linha de frente dos protagonistas.

Entre os falecidos confirmados na era pós-timeskip, destacam-se nomes importantes em arcos recentes:

  • Monet, que foi fatalmente ferida por Caesar Clown em Punk Hazard e nunca mais reapareceu, nem mesmo em menções posteriores.
  • Vergo, que foi desmembrado pelo Trafalgar Law e deixado para morrer em Punk Hazard, com sua ausência confirmada por Donquixote Doflamingo.
  • Pedro, um samurai que encontrou seu fim sendo derrotado por Perospero na Ilha Whole Cake.
  • Fatalidades no arco de Wano, como o pai de Otama, Kurozumi Orochi (várias vezes, mas confirmado em sua forma final), Kanjuro, Inuarashi e Kawamatsu (embora este último tenha voltado), e Jewelry Bonney (embora este último também esteja em debate, a lista se concentra nos óbitos mais claros).
  • As mortes do clã Kozuki, como Ashura e Izo, que ocorreram após a Batalha de Onigashima.
  • X Drake, que morreu após ser atacado por CP0. (Embora sua morte seja de certa forma controversa, a narrativa o deixou em estado crítico.)
  • O cientista Vegapunk Stella, assassinado por Kizaru sob as ordens do Governo Mundial.
  • O Gorosei Jaygarcia Saturn, morto pelas mãos de Im no Reverie.
  • O nobre Donquixote Mjosgard, derrubado após o Reverie, em um evento que expôs vulnerabilidades críticas na segurança mundial.
  • O agente T Bone, morto por civis após seu valor de recompensa ter sido inflacionado pelo sistema de Buggy.

A área cinzenta: Derrotas épicas não confirmadas

Adicionalmente à lista de confirmações, existem confrontos de grande escala que resultaram em derrotas devastadoras cujos desfechos ainda aguardam esclarecimento definitivo no mangá. Isso inclui os possíveis finais de figuras maciças como Kaido, Big Mom e Eustass Kid. Embora todos tenham sido derrotados por protagonistas ou rivais, a confirmação absoluta de sua extinção ainda é um ponto de suspense na trama.

A disparidade entre a fase pré-timeskip, onde a mortalidade era evitada mesmo em situações extremas, e a fase pós-timeskip é gritante. A narrativa parece ter abraçado uma maturidade maior, utilizando a morte como ferramenta para aumentar as apostas dramáticas, especialmente em confrontos contra o Quatro Imperadores e o Governo Mundial. A frequência com que antagonistas caem sugere que Oda está disposto a encerrar arcos com consequências permanentes, mesmo que os protagonistas principais continuem protegidos por convenções narrativas.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.