Análise de cenário: Um hipotético poder de fogo aliado na guerra de marineford
Uma reconfiguração estratégica dos Shichibukai na guerra de Marineford altera drasticamente o equilíbrio de poder contra a Marinha.
A Guerra de Marineford, um dos arcos mais cruciais e sangrentos do universo One Piece, é frequentemente analisada por seus múltiplos pontos de virada. Contudo, um cenário alternativo centrado na lealdade dos Sete Corsários do Mar pode reescrever completamente o resultado do confronto global contra a Marinha.
A premissa envolve uma mudança radical no momento da chegada do Yonkou Barba Branca: os Sete Corsários do Mar, em vez de lutarem a favor do Governo Mundial, optam por se unir à tripulação do Barba Branca para enfrentar a Marinha. Essa união, ocorrida no clímax da chegada do Imperador dos Mares, criaria uma força de combate inédita, desestabilizando imediatamente a estrutura de poder estabelecida.
O Fator Shichibukai Contra a Marinha
A força dos Corsários residia em seu poder individual e na capacidade de atuar como um contrapeso estratégico geopolítico. Seus membros mais proeminentes, como Dracule Mihawk, Bartholomew Kuma, Donquixote Doflamingo, Gecko Moria, Jinbe e, dependendo do momento da saga, outros como Crocodile ou Blackbeard (Marshall D. Teach), representavam um poder de destruição em massa comparável a um exército inteiro.
A Marinha contava com a força combinada de Almirantes, Vice-Almirantes e, naturalmente, com Sengoku e Garp em seu auge estratégico. No entanto, a súbita adesão de piratas de nível Yonkou ao lado do Barba Branca inverteria a proporção de forças no campo de batalha. A presença de figuras como Mihawk lutando ativamente contra a estrutura naval ou Kuma usando suas habilidades de manipulação de ar forçaria a Marinha a reposicionar rapidamente seus ativos mais valiosos, como os Almirantes.
Implicações da Mudança de Lealdade
O principal benefício para a aliança Pirata seria a eliminação de uma frente de batalha crítica que, historicamente, drenou recursos valiosos do Barba Branca. Com os Corsários ao seu lado, o foco de combate se simplificaria para romper as defesas principais da base e extrair Portgas D. Ace.
Por outro lado, a proposta levanta uma questão fundamental sobre as motivações imediatas desses piratas. Muitos integrantes dos Shichibukai possuíam agendas ocultas, como Doflamingo, que buscava o poder através do caos. A vitória neste cenário levaria a um vácuo de poder imediato. A questão que surge é: o que aconteceria com os Corsários após a vitória?
A teoria sugere que, sem um inimigo comum forte o suficiente para mantê-los unidos ou sob controle, esses indivíduos extremamente poderosos entrariam em conflito aberto, transformando a vitória sobre a Marinha em uma nova e brutal era de guerras entre os próprios vitoriosos. A ausência de um 'chefe' ou de uma estrutura de controle significaria que a liberdade recém-adquirida os levaria a batalhas sangrentas e sem limites, conhecidas como lutas bloodlusted, onde o objetivo principal é a aniquilação total do adversário.
Essa nova fase de instabilidade, que se seguiria a uma vitória improvável, colocaria o Novo Mundo em turbulência ainda maior do que a que se viu após o hiato da série principal. O fim da dominação da Marinha seria apenas o prefácio para o domínio dos indivíduos mais fortes, sem qualquer lei ou ordem para contê-los, redefinindo o próprio conceito de pirataria no mundo de One Piece.