Análise conceitual do limiter em one punch man como um cilindro elástico
Uma interpretação visualiza o limiter de One Punch Man como um cilindro que se expande diante do crescimento de poder, diferenciando Saitama de Garou.
A natureza exata do limiter, a barreira que restringe o potencial de poder dos seres vivos no universo de One Punch Man, sempre foi um ponto central de especulação. Uma perspectiva intrigante sugere que este mecanismo de contenção pode ser entendido como um cilindro cujo limite se adapta dinamicamente ao usuário.
Nesta analogia, o poder crescente de um indivíduo é representado por um volume de água que tenta subir dentro dessa estrutura cilíndrica. Para a maioria dos personagens, essa expansão de poder é acompanhada por uma adaptação correspondente do cilindro. O guerreiro solitário Garou, por exemplo, serve como o caso paradigmático dessa contenção elástica. Seu treinamento rigoroso sob a tutela de Bang e seu talento inato, embora imensos, fizeram com que o teto de sua força se elevasse em sincronia com seu esforço.
A expansão versus a ruptura
A capacidade de Garou de evoluir continuamente sem quebrar o limite imediatamente levou-o a depender de fontes externas, como o poder concedido pela entidade conhecida como 'Deus', para prosseguir. Seu caminho foi de contínua elevação do teto, e não de sua destruição completa. Isso ressalta que, mesmo no auge da força humana no universo da obra, o conceito de 'limite' permaneceu estrutural.
A situação de Saitama, o protagonista, diverge radicalmente. Seu método de treinamento, descrito como implacável, não otimizado e constantemente levado ao limite da exaustão física diária durante três anos, gerou picos súbitos e violentos em sua força. Esses aumentos de poder foram tão rápidos que superaram a capacidade adaptativa do cilindro.
O submergir do limite
A teoria sugere que, em vez de o limite esticar para acompanhar o poder de Saitama, a força acumulada o 'inundou'. O poder do herói não apenas atingiu a borda do cilindro, mas efetivamente mergulhou toda a estrutura. Com o recipiente completamente submerso, o limiter torna-se funcionalmente irrelevante. Mesmo que a estrutura continue a se esticar ligeiramente, ela jamais conseguirá alcançar a base de poder já estabelecida por Saitama.
Este modelo explicativo ajuda a justificar a disparidade intransponível entre o protagonista e outros seres extremamente poderosos, como Garou. Enquanto o poder de Garou é sempre delimitado por regras, formas e fontes externas de potencialização, a força de Saitama opera em um plano onde a contenção estrutural foi completamente neutralizada, permitindo um crescimento contínuo e sem esforço aparente em relação à pressão de superação.