Análise aponta diferenças no design dos personagens do zodíaco e da associação de hunters na obra de yoshihiro togashi

Observa-se uma notável simplificação visual nos designs dos membros do Zodíaco e em novos rostos da Associação durante o arco da Eleição, levantando questionamentos.

Fã de One Piece
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28/01/2026 às 13:22

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Uma análise atenta aos designs de personagens apresentados durante o crucial arco da Eleição em Hunter x Hunter, focado na escolha do próximo presidente da Associação de Hunters, tem chamado a atenção de observadores da obra de Yoshihiro Togashi. Especificamente, o grupo conhecido como Zodíaco, assim como outros membros da Associação introduzidos neste período, parecem exibir um traço visual distintamente mais direto e menos detalhado quando comparados a outras criações do mangaká.

O escrutínio recai sobre a aparente ausência da complexidade e das minúcias visuais que geralmente caracterizam o estilo artístico de Togashi. Personagens anteriores de Hunter x Hunter, sejam eles aliados centrais ou antagonistas notáveis, frequentemente demonstram uma riqueza de detalhes em suas vestimentas, expressões faciais e anatomia, marcas registradas do autor.

A questão do detalhamento artístico

Ao observar os membros do Zodíaco, como Kestro (o Rato) ou Zarina (a Fênix), percebe-se que seus visuais tendem a ser mais esquemáticos. Essa simplificação levanta uma indagação sobre o processo de produção na época em que esses personagens foram desenhados e introduzidos na narrativa.

Essa observação sugere um possível impacto de fatores externos no ritmo de trabalho do criador. Historiadores da mídia e fãs frequentemente especulam sobre quando Togashi poderia ter enfrentado períodos de pressão editorial ou desafios de saúde que obrigassem a uma otimização do tempo gasto em cada arte. Este período do mangá, notório por sua densidade política e estratégica, exigiu a introdução de um grande elenco secundário de forma relativamente rápida.

Comparação com o padrão Togashi

A discrepância se torna mais evidente ao contrastar os designs do Zodíaco com os dos protagonistas, como Gon Freecss ou Killua Zoldyck, ou até mesmo com a complexidade visual exibida em arcos anteriores, como a Saga das Formigas Quimera. A arte de Togashi, normalmente celebrada por sua capacidade de transmitir emoção e complexidade através da linha fina e do sombreamento intrincado, parece ter cedido espaço à necessidade de avançar no enredo.

É importante ressaltar que a qualidade narrativa e a profundidade psicológica mantida durante o arco da Eleição são inquestionáveis, evidenciando que a maestria na escrita permaneceu intacta. O foco desta análise reside apenas na estética visual, que parece ter sido comprometida, talvez, devido à necessidade de cumprir cronogramas apertados. A obra de Yoshihiro Togashi continua a ser um marco do mangá, mas esses momentos de aparente economia no design oferecem um vislumbre do desafio de manter um alto nível de detalhe gráfico sob rigorosas exigências de publicação.

Fã de One Piece

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Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.