Análise sugere que o arco de egghead poderia ter sido planejado antes da introdução do haki em one piece

Uma interpretação da cronologia de desenvolvimento de One Piece aponta que o arco Egghead pode ter precedido a concepção do Haki.

Fã de One Piece
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21/01/2026 às 20:20

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Uma análise detalhada sobre o desenvolvimento da narrativa de One Piece sugere uma possibilidade intrigante: o enredo que culminou no arco de Egghead pode ter sido concebido pelo criador da obra, Eiichiro Oda, antes mesmo da plena integração do conceito de Haki na história.

A premissa central dessa linha de raciocínio reside na forma como os poderes elementais, característicos das Frutas do Diabo do tipo Logia, eram tratados nas fases iniciais da saga. Antes da padronização do Haki como a principal ferramenta para anular as invulnerabilidades das Logias, os desafios eram resolvidos através de artifícios específicos. Um exemplo canônico é a derrota de Enel em Skypiea, onde sua fraqueza elemental (eletricidade contra borracha) determinou o resultado do confronto.

Embora haja evidências de que Oda possuía elementos que formariam o Haki desde os rascunhos iniciais, como evidenciado na cena icônica em que Shanks afugenta o Rei dos Mares, vestígios da abordagem pré-Haki permaneceram. A utilização de fraquezas elementais contra vilões como Crocodile, que sucumbia à água, é um marco desse período inicial.

O Desafio da Luz e a Inovação em Egghead

O ponto de inflexão para esta teoria se concentra no confronto atual contra o Almirante Kizaru no arco de Egghead e a subsequente criação das Luvas da Atlas. Se o Haki estivesse plenamente estabelecido como a solução universal contra Logias, a introdução de um dispositivo tecnológico capaz de impactar Kizaru, um usuário do elemento Luz, seria menos crucial.

Considerando o paradigma pré-Haki, a Luz exigiria contrapartidas elementares ou conceituais. Potenciais fraquezas seriam a escuridão, como associado a Barba Negra, ou até mesmo o uso de sombras com Moria, ou reflexão via espelhos, como mostrado por Brulee. Entretanto, explorar a escuridão ou sombras em combate direto com Kizaru poderia ser complexo de justificar narrativamente, e o uso de espelhos em grande escala seria logisticamente inviável em um campo de batalha dinâmico.

A necessidade de soluções criativas

A invenção das Luvas da Atlas surge, portanto, como uma solução engenhosa, desenhada especificamente para contornar a invulnerabilidade da Logia da Luz, especificamente para um personagem que não domina naturalmente o Haki, ou para oferecer uma alternativa tática. Argumenta-se que, se o Haki já estivesse firmemente enraizado como a resposta definitiva, criar um item tão específico para Kizaru parecer-se-ia com um enfeite, desperdiçando um conceito poderoso que poderia ser aplicado a outros personagens ou situações.

A sofisticação da derrota planejada para uma Logia de alto nível, via tecnologia especializada, sugere que essa seção da história estava sendo arquitetada sob um conjunto de regras onde as fraquezas explícitas e criativas ainda detinham um peso significativo na resolução de conflitos de poder.

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Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.