Análise detalhada revela a estratégia de sacrifício de harribel contra tōshiro hitsugaya
Uma análise aprofundada da batalha entre Harribel e Tōshiro Hitsugaya em Bleach sugere que a Arrancar priorizou a vingança em detrimento da vitória imediata.
A intensa batalha entre a ex-Tercera Espada, Harribel, e o Capitão Tōshiro Hitsugaya, durante o arco da Guerra Sangrenta, é revisitada sob uma nova ótica: a estratégia de sacrifício motivada pela perda de suas subordinadas. A premissa central dessa reinterpretação é que a derrota das Arrancars aliadas para o ataque de Genryūsai Shigekuni Yamamoto tornou-se o catalisador para todas as decisões subsequentes de Harribel.
A responsabilidade da vingança
O sacrifício das companheiras impôs a Harribel o dever de vingança, de validar a inutilidade daquela perda. Esse senso de dever explica o aumento súbito da pressão exercida sobre Hitsugaya. O jovem capitão, embora um obstáculo considerável mesmo em sua forma base e contendo seu poder, era visto como um empecilho pequeno diante do objetivo final: confrontar Yamamoto.
Harribel, descrita como altamente analítica, certamente compreendia a disparidade de poder entre ela e o Capitão Comandante dos Shinigamis. A percepção refinada de seu reiatsu, exibida anteriormente em momentos como a detecção da chegada de Hinamori em Karakura, sugere que ela estava ciente do imenso desafio que seria enfrentar Yama. Para maximizar suas já baixas chances contra Yamamoto, ela precisava conservar o máximo de energia.
Conservação de energia em combate
O plano inicial era neutralizar Tōshiro rapidamente para seguir adiante. Para isso, ela utilizou o Trident, uma técnica do Tiburón caracterizada por sua velocidade e alta concentração de reiatsu. A rapidez com que Tōshiro se esquivou, usando uma réplica de si mesmo para um único uso, forçou Harribel a reavaliar sua abordagem.
Esgotar sua energia no jovem capitão significaria reduzir drasticamente suas chances contra Yamamoto. Assim, Harribel mudou para técnicas elementais, que consumiam menos reiatsu. Sua tática dominante passou a ser o Hirviendo, aquecendo a lâmina de sua espada para liquefazer o gelo de Hitsugaya e, assim, manipular a água resultante. Esta técnica foi empregada em três ocasiões distintas.
A desvantagem elemental
Apesar da força inerente à manipulação aquática de Harribel, Tōshiro possuía a vantagem elemental. Seu Zanpakutō, Daiguren Hyōrinmaru, permitia-lhe congelar a água diretamente, neutralizando as ondas de ataque. Harribel demonstrou estar ciente dessa superioridade, o que é evidenciado pela sua alternância para um ataque não hídrico: o Cero padrão.
O uso do Cero comum, em vez de variações mais potentes como o Cero Oscuras ou o Gran Rey Cero, é interpretado como uma medida estrita de economia de poder. Essa técnica, embora menos potente, foi capaz de danificar significativamente a asa do Hyōrinmaru. Isso corrobora a tese de que cada gota de reiatsu era reservada para o confronto principal.
O erro estratégico com a umidade
Hitsugaya teorizou que Harribel estava esperando o momento ideal, com alta umidade atmosférica, para executar seu ataque final. Contudo, a análise sugere que a atmosfera carregada de água - resultante dos ataques de inundação de Harribel, como a técnica Cascada - beneficiou muito mais o gelo de Tōshiro.
A introdução de umidade forçada no ambiente serviu apenas para potencializar o poder final de Hitsugaya. O Hyōten Hyakkasō, o ataque finalizador, resultou em um caixão de gelo colossal, medindo aproximadamente 150 metros. Mesmo ao se libertar dessa prisão gelada, Harribel permaneceu ilesa, provando sua durabilidade e a eficácia de sua conservação de energia, embora não o suficiente para cumprir seu objetivo primordial.
A própria narrativa subsequente reforça essa leitura, quando Tōshiro lamenta que Harribel falhou em seu único propósito naquele encontro: vingar a queda de suas subordinadas. Sua batalha foi um exercício de prioridades táticas, onde a vingança máxima superou a necessidade de vitória imediata contra um adversário secundário.