A decisão de não usar armamento nuclear contra o palácio de east gorteau: Uma análise estratégica na saga hunter x hunter

Exploramos as complexas razões por trás da ausência de um ataque nuclear no arco da Ira das Formigas, focando na certeza da eliminação de Meruem.

Fã de One Piece
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12/01/2026 às 11:19

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A saga da Ira das Formigas em Hunter x Hunter apresentou um dos maiores dilemas morais e estratégicos da obra: a necessidade de erradicar a ameaça representada pelo Rei Meruem, que residia no Palácio de East Gorteau. Dada a escala de poder demonstrada por Meruem e seus guardas reais, a solução mais drástica disponível, o bombardeio nuclear, surge como uma alternativa tentadora na perspectiva de uma intervenção militar rápida.

A busca pela eliminação garantida

A premissa central para justificar a complexidade do assalto ao palácio, em vez de uma abordagem puramente destrutiva, reside na certeza da morte do alvo principal. Embora uma ogiva nuclear ofereça um poder destrutivo incomensurável, a sobrevivência de Meruem, dadas suas capacidades extraordinárias de adaptação e regeneração, seria um risco inaceitável. O plano de infiltração e combate direto, apesar de envolver perdas imensuráveis, foi desenhado para garantir que o Rei e os demais membros da guarda fossem neutralizados por métodos que superassem suas defesas inerentes, como o uso de venenos específicos ou ataques direcionados por Nen de alto nível.

O custo logístico e político do arsenal atômico

Além da incerteza sobre a eliminação total de Meruem, há considerações práticas que pesam contra a utilização de armas de destruição em massa. O custo financeiro associado ao lançamento e à produção dessas bombas é notoriamente elevado, representando um desperdício significativo de recursos para uma nação já envolvida em uma crise de proporções globais. O investimento na Operação Rei, por mais custoso em vidas que tenha sido, era gerenciado dentro de um escopo de recursos controláveis pela Associação dos Hunters e pelas forças aliadas.

Adicionalmente, a dimensão política da decisão é crucial. O uso de um míssil nuclear levanta questões internacionais complexas. Mesmo em um cenário de emergência global, a implicação de disparar uma arma atômica por uma entidade não-governamental, como a Associação dos Hunters, ou sob o comando de uma coalizão militar sem um consenso global claro, abriria precedentes perigosos. A diplomacia internacional, mesmo diante de uma ameaça existencial causada por seres mutantes, raramente ignora as consequências do uso de tais armamentos, conforme se observa em contextos históricos, como a Guerra Fria e os subsequentes tratados de não proliferação.

Um ponto levantado em análises estratégicas é que, se a ameaça fosse extraterrestre, a hesitação sobre o uso nuclear seria drasticamente reduzida, dada a quebra de todas as normas de engajamento conhecidas. Contudo, a ameaça da Ira das Formigas, apesar de extraordinária, emanava do próprio planeta, o que forçou os envolvidos a operarem dentro de um quadro de responsabilidade terrestre. A estratégia final priorizou a precisão do ataque Nen sobre a força bruta e generalizada da fissão nuclear.

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Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.