Análise da inconsistência das habilidades do mangekyou sharingan em personagens de naruto
Diferenças no uso de técnicas exclusivas do Mangekyou levantam dúvidas sobre a natureza dos poderes oculares.
A natureza das habilidades passivas e ativas concedidas por um Mangekyou Sharingan tem sido um ponto de debate constante entre analistas da obra Naruto. Uma aparente contradição surge quando se compara o acesso a jutsus específicos transplantados com a exclusividade das técnicas inerentes a cada par de olhos desperto.
O questionamento central reside na mecânica de transferência de poder. Por um lado, personagens como Madara Uchiha e Kakashi Hatake demonstraram a capacidade de utilizar o Kamui, uma técnica singularmente associada a Obito Uchiha. Essa habilidade foi replicada simplesmente pela implementação do olho de Obito no corpo do receptor. Isso sugere que o poder concedido pelo Mangekyou é intrínseco ao olho transplantado, independentemente da genética do usuário.
A regra da exclusividade versus a exceção da transferência
No entanto, essa lógica parece não se aplicar universalmente a todas as técnicas. O exemplo contrastante envolve Sasuke Uchiha. Após receber o Mangekyou Sharingan Eterno de seu irmão, Itachi Uchiha, a expectativa seria a capacidade de reproduzir o Tsukuyomi, a poderosa ilusão que Itachi dominava. Contudo, Sasuke não parece ter acesso a essa técnica específica.
Essa disparidade cria um dilema narrativo: se o poder é determinado pela estrutura ocular (como no caso do Kamui), por que o Tsukuyomi permaneceria restrito ao portador original, mesmo com o transplante dos olhos eternos?
A teoria mais aceita, que tenta conciliar esses eventos, aponta para uma dualidade no poder do Mangekyou. Habilidades como o Kamui, que envolvem manipulação espacial, podem ser adaptadas por um corpo com chakra suficiente e a compreensão da nova estrutura visual. Já técnicas que exigem uma profunda ressonância emocional ou um nível de domínio específico, como o Tsukuyomi, talvez dependam de uma conexão mais íntima com a psique do usuário original, algo que nem mesmo o transplante do Mangekyou Eterno consegue replicar totalmente.
Outro fator a ser considerado é a evolução das habilidades. O estágio Eterno geralmente estabiliza os poderes, prevenindo a cegueira e otimizando a técnica básica do usuário. No entanto, a otimização para uma técnica alheia, como o Tsukuyomi de Itachi, pode exigir um caminho de despertar específico que Sasuke, com seu próprio despertar de Mangekyou, não seguiu, mesmo ao portar as escleras do irmão. A análise desses casos reforça a complexidade do sistema de doujutsu, onde a base genética e a experiência vivida parecem moldar quais poderes podem ser verdadeiramente dominados após um transplante.