Análise sugere que loki jamais fará parte dos chapéus de palha devido ao equilíbrio de poder na tripulação
A força descomunal de Loki, o príncipe de Elbaf, aponta para um papel de aliado lendário, e não de membro fixo dos Chapéus de Palha.
Um dos pontos mais debatidos na comunidade de fãs de One Piece diz respeito ao potencial alistamento de Loki, o lendário príncipe de Elbaf, para a tripulação do Luffy. Uma análise aprofundada da narrativa de Eiichiro Oda sugere que a inclusão permanente do gigante é improvável, baseando-se em um padrão estabelecido pelo mangaká: a preservação rigorosa do equilíbrio de poder interno do grupo principal, conhecido como o Monster Trio (Luffy, Zoro e Sanji).
O autor demonstrou cautela ao integrar membros cuja força ameaçaria a hierarquia já estabelecida. Um exemplo notável é o caso de Jinbe. Embora ele tenha concordado em se juntar na Ilha dos Homens-Peixe, sua entrada oficial foi estrategicamente adiada até Wano. Naquele momento, Jinbe era considerado por muitos como igual ou até superior a Zoro e definitivamente mais forte que Sanji. Oda teria esperado até que a balança de poder se consolidasse antes de formalizar a posição do homem-peixe.
O precedente Yamato e a escala de poder
Outra evidência forte desse padrão refere-se a Yamato. Embora a justificativa apresentada na história tenha sido a necessidade de proteger Wano, a razão estrutural para impedir sua adesão permanente é clara: sua força era excessiva para os padrões atuais da tripulação. Em Wano, Yamato demonstrou habilidades que a colocavam claramente acima de Sanji e possivelmente no mesmo patamar de Zoro, especialmente com o domínio do Haki do Rei avançado. Integrá-la teria desestabilizado a dinâmica interna instantaneamente.
Com Loki, essa questão atinge uma escala ainda maior. Os recentes capítulos têm revelado um poder que transcende a categoria de um simples recruta forte. Loki possui um arsenal impressionante, incluindo o que parece ser uma Fruta do Diabo lendária de Elbaf, o Haki do Rei, e um martelo lendário que carrega seu próprio poder de fruta. Soma-se a isso a sua capacidade de despertar ou comandar os Gigantes de Galileia, um exército por si só.
Um nível de poder próximo ao Yonkou
Dadas essas características, Loki não se encaixa no perfil de um membro de apoio; ele se posiciona como um monstro de topo, possivelmente já mais forte que Zoro e, dependendo da escalada final de Oda, flertando com o nível de poder do próprio Luffy. A adesão de um personagem com tal magnitude faria com que a relação não fosse de capitão e tripulante, mas sim algo mais próximo de uma aliança entre pares lendários, comparável, em termos de poder bruto, a um cenário hipotético onde Rocks D. Xebec pediria a Barba Branca para se juntar a ele.
Questões narrativas e geopolíticas
Além da balança de poder, há elementos narrativos que reforçam seu papel como aliado temporário. Loki demonstra um orgulho de natureza real, o que é incompatível com a energia de um subordinado que segue ordens diretamente. Seu arco na história parece destinado a um papel de catalisador ou aliado mítico, essencial para resolver crises globais, mas não para ocupar um lugar fixo no Sunny. Ademais, a ilha de Elbaf é um ponto geopolítico crucial no mundo de One Piece, e seu príncipe e lenda viva dificilmente abandonaria permanentemente sua responsabilidade para se tornar um membro permanente de um bando pirata.
A trajetória mais plausível para Loki é a de um poderoso suporte em momentos cruciais da batalha final, lutando ao lado do capitão, mas sem pertencer ao grupo que navega sob a bandeira dos Chapéus de Palha.
Fã de One Piece
Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.