Análise profunda questiona a legitimidade de madara e obito uchiha como verdadeiros shinobis
Uma visão crítica surge ao analisar as motivações e falhas de Madara e Obito Uchiha, questionando se representam os ideais de um ninja lendário.
Recentemente, observações detalhadas sobre os antagonistas centrais da saga Naruto, Madara Uchiha e Obito Uchiha, trouxeram à tona um debate incisivo sobre a verdadeira natureza de sua conduta e se eles realmente honraram o título de shinobi.
A análise foca na incoerência ideológica e na aparente fragilidade de vontade demonstrada pelos dois, contrastando seus objetivos grandiosos com a forma como reagiram a reveses pessoais e pressionamentos.
O caso de Madara Uchiha: O hipócrita que cedeu à pressão
Madara Uchiha é retratado como um indivíduo que, apesar de seu poder inegável, falhou no teste fundamental da liderança e do compromisso. O argumento central aponta que Madara demonstrou hipocrisia ao desistir da paz idealizada com Hashirama Senju. Embora Hashirama tenha repetidamente estendido a mão, oferecendo inclusive o posto de Hokage, Madara teria cedido à pressão e ao excesso de orgulho.
A rejeição da oportunidade de liderar a Vila da Folha ao lado de seu amigo é vista como uma desistência prematura. Em vez de lutar por melhorias internas, Madara supostamente redirecionou sua frustração para ataques externos, como o incidente envolvendo Onoki, minando a boa vontade que Hashirama construía.
A crença subsequente na narrativa da Pedra Memorial é vista com ceticismo, dado que suas ações subsequentes - como o desejo de forçar o clã Uchiha a viver isolado e, posteriormente, iniciar uma guerra solitária - parecem contradizer qualquer desejo genuíno por harmonia. Seu fim, após ser derrotado por um oponente que lutava firmemente por suas convicções, reforça a imagem de alguém que se isolou após falhar em cumprir seus próprios objetivos.
Obito Uchiha: A fragilidade de uma vontade de papel
Em contraste, Obito Uchiha é analisado como um exemplo extremo de alguém que não possuía a resiliência esperada de um ninja de alto escalão. Sua trajetória é marcada por uma submissão rápida e total após o trauma envolvendo Rin Nohara e Kakashi Hatake, seu colega de equipe considerado o mais forte em termos de vontade.
O ponto crucial da crítica a Obito é a adoção imediata de uma persona manipulada, seguindo a ideologia de seu mestre, Madara. A alegação é que ele se tornou um indivíduo fundamentalmente instável, cometendo atos extremos, como ameaçar uma mulher grávida e um bebê, ações que fogem do escopo de um combatente honrado.
Sua posterior tentativa de pregar sobre a paz, enquanto orquestrava a Quarta Guerra Mundial Shinobi, é destacada como o ápice da sua incoerência. Obito, ao espalhar sua mentalidade cínica para outros como Nagato, solidificou sua posição como alguém cuja motivação era mais um reflexo de dor pessoal do que um ideal revolucionário sustentável.
O afastamento dos ideais do Shinobi
A conclusão implícita sugere que ambos os personagens representam um desvio dos princípios fundamentais do shinobi. Enquanto membros do clã Uchiha demonstraram lealdade complexa, mas firme, Madara e Obito são vistos como falhas notáveis. Eles são caracterizados como indivíduos covardes e hipócritas cuja jornada culminou na destruição, falhando em transcender o sofrimento individual para atingir um propósito maior, algo que outros ninjas conseguiram mesmo sob grande adversidade, como demonstrado por figuras como o próprio Naruto Uzumaki.
Analista de Anime Japonês
Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.