Análise aprofundada revela diferenças críticas entre o mangá e o anime de hunter x hunter

Leitura recente do mangá de Hunter x Hunter traz insights valiosos sobre as nuances da arte de Togashi em comparação com a adaptação animada.

Fã de One Piece
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29/01/2026 às 15:02

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Análise aprofundada revela diferenças críticas entre o mangá e o anime de hunter x hunter

A experiência de imersão na obra de Yoshihiro Togashi, Hunter x Hunter, ao migrar do formato animado para o mangá revelou uma série de nuances que impactam profundamente a percepção da narrativa e da arte. Para um fã que já considerava o anime entre seus favoritos, descobrir o material original solidificou a série no panteão das melhores obras, embora com ressalvas pontuais.

A mestria da narrativa visual e o peso emocional

Um dos pontos mais destacados na leitura do mangá é a maneira como Togashi-sensei utiliza sua arte para transmitir emoções. Diferente do anime, que por vezes compensava com uma trilha sonora marcante e dublagem expressiva, o traço original conseguia capturar sentimentos de forma mais crua e direta. Essa habilidade é notória no desenvolvimento de personagens variados, cujos designs são elogiados pela criatividade.

A coreografia de batalhas, embora não seja o foco central de Hunter x Hunter, demonstrou ser surpreendentemente envolvente no papel. A clareza das sequências permitia que o leitor visualizasse a ação mentalmente, um testemunho da habilidade de Togashi em desenhar lutas compreensíveis sem depender de constantes narrativas adicionais.

Arcos e comparações emocionais

A comparação entre os arcos, como a Saga das Aranhas (Yorknew City - YN) e o Arco das Formigas-Quimera (CA), ganhou nova perspectiva. Enquanto os fãs frequentemente elegiam a saga YN no anime devido à trilha sonora épica durante o réquiem, o mangá consegue manter um equilíbrio apreciado entre as duas narrativas. Especificamente, a brutalidade do arco CA é sentida de maneira mais intensa no papel, não apenas pelo gore explícito, mas pela atmosfera de desespero e impotência criada pelo autor.

A representação da morte de Kite ilustra bem essa diferença. No mangá, a maneira como Togashi desenhou Kite transformado em uma marionete, com pele remendada e olhos sem vida, transmite uma profanação do ser humano que supera o mero desmembramento. Isso intensifica a reação de Gon, cujo sofrimento e o subsequente peso da culpa são absorvidos de forma mais palpável pela arte do mangá.

Da mesma forma, o final de Meruem e Komugi, embora tocante no anime, gerou um impacto emocional significativamente maior na leitura, levando o leitor a pausas para processar o luto.

Divergências e críticas pontuais

A ausência do narrador durante a maior parte da obra original, sendo introduzido de forma mais notável apenas no arco CA, foi vista como um ponto positivo. Argumenta-se que o narrador do anime era desnecessário em certas partes, pois a obra já demonstrava visualmente o que estava acontecendo, caindo no excesso de explicação.

Contudo, algumas inconsistências no design de personagens foram notadas. Em particular, o design inicial de Canary no mangá gerou descontentamento por remeter a estereótipos raciais criticados na mídia. Já outros personagens, como Hisoka, tornaram-se ainda mais perturbadores e, paradoxalmente, mais cômicos em suas expressões faciais no formato impresso.

Um detalhe que se tornou evidente apenas no mangá foi o nível de excitação de Hisoka durante a incursão de um grupo no banho em Greed Island, confirmando a percepção errônea que alguns personagens tinham sobre ele.

A jornada de leitura revelou a maestria de Togashi em criar conexões profundas, inclusive no arco de Ikalgo, que despertou lágrimas ao salvar Killua, algo que não ocorreu na versão animada. A leitura da obra original, que foi pausada após o ponto onde a animação parou, deixa uma expectativa alta pelo progresso contínuo da história.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.