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Análise levanta questionamentos sobre a maldição da marca dos caçadores de demônios após o fim da obra

A extinção dos demônios e a longevidade da família Ubuyashiki sugerem que a maldição associada à Marca dos Caçadores foi desfeita, desafiando interpretações comuns sobre o destino dos sobreviventes.

Analista de Mangá Shounen
29/11/2025 às 19:48
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O desfecho da saga de Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) gerou profundas reflexões sobre o destino dos personagens marcados, como Tanjiro, Giyu e Sanemi. Uma análise minuciosa das condições estabelecidas no final da obra sugere que a temida maldição que ligava a Marca do Caçador à morte prematura foi completamente dissolvida junto com a ameaça demoníaca.

O argumento central reside na interdependência das duas forças. Observa-se que o despertar da Marca do Caçador de Demônios ocorreu simultaneamente ao surgimento dos demônios, estabelecendo uma ligação direta entre a existência de um e a do outro. Historicamente, o ciclo era claro: despertar a marca, lutar contra demônios e, invariavelmente, morrer cedo.

A dissolução da maldição Ubuyashiki e a Marca

Um ponto crucial para sustentar o fim da maldição é a alteração na sina da família Ubuyashiki. A maldição familiar impedia que seus membros vivessem muito além dos 25 anos. O relato final indica que o filho específico de Ubuyashiki conseguiu viver por um período prolongado, tornando-se um dos homens mais longevos do Japão. Esse fato é interpretado como a prova definitiva de que a maldição ligada à demonologia foi quebrada.

Se a fonte da maldição - a presença de Muzan e seus subordinados - desapareceu, teoricamente, a condição que forçava a morte precoce dos portadores da Marca também deveria cessar. Isso levanta a questão: se a causa da morte ligada à Marca não existe mais, o que, de fato, levaria ao falecimento de espadachins notórios como Giyu Tomioka e Sanemi Shinazugawa?

O questionamento sobre as mortes dos Hashiras

A narrativa do mangá, ao sugerir a morte de sobreviventes como Gyomei Himejima e Mitsuri Kanroji, encontra resistência sob essa nova ótica. Ambos, tendo demonstrado resistência física extrema durante os combates finais, incluindo a luta contra as luas superiores, deveriam possuir uma durabilidade que mitigasse os ferimentos graves sofridos, como perdas de sangue significativas. A premissa de que eles morreriam simplesmente por exaustão física parece inconsistente quando comparada à resiliência demonstrada em batalha.

Da mesma forma, o destino de Obanai Iguro, cuja gravidade dos ferimentos não parecia fatal no contexto de um guerreiro super-humano, e as circunstâncias da morte de Muichiro Tokito, que ocorreu fora de cena, são vistas como pontos fracos na lógica estabelecida. Além disso, o caso de Genya Shinazugawa, que perdeu sua capacidade de regeneração, adiciona outra camada de inconsistência se a estrutura de poder demoníaco foi totalmente aniquilada.

A persistência na ideia de que Giyu e Sanemi morreriam dentro de quatro anos, baseada em padrões antigos, ignora a mudança fundamental no cenário mundial. Para indivíduos descritos como introvertidos e focados na missão, como Giyu, a ideia de estabelecer uma vida pessoal completa em um prazo tão curto, apenas para cumprir uma profecia obsoleta, parece forçar um desfecho trágico onde a lógica narrativa sugere liberdade e longevidade.

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Tags:

#Muzan #Demon Slayer Mark #Tanjiro #Maldição Ubuyashiki #Finais Manga

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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