Análise da morte de yodo em boruto levanta questionamentos sobre necessidade narrativa e paralelos com o universo naruto

A aparente morte de Yodo na trama de Boruto gera debate sobre se o choque foi justificado ou se serviu apenas a um propósito superficial, contrastando com o legado de eventos em Naruto.

Analista de Anime Japonês
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03/01/2026 às 11:15

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Análise da morte de yodo em boruto levanta questionamentos sobre necessidade narrativa e paralelos com o universo naruto

A recente introdução de eventos dramáticos na narrativa de Boruto, especificamente o que parece ser a morte da personagem Yodo, reacendeu discussões profundas sobre a escrita e a necessidade de perdas significativas para o desenvolvimento da trama. O ponto central da análise recai sobre se tal desfecho era realmente essencial do ponto de vista estrutural em comparação com os sacrifícios vistos anteriormente na saga de Naruto.

Uma das críticas levantadas aponta para a ausência de construção prévia coerente para o impacto desse evento. Diferentemente de momentos cruciais observados no passado da franquia, como a morte de Chiyo, a perda de Yodo parece ter sido inserida primariamente para gerar um choque momentâneo, faltando o acúmulo temático que tornaria o momento verdadeiramente ressonante e necessário para a progressão dos personagens centrais.

O gatilho do Mangekyou Sharingan e a inconsistência na lógica narrativa

O cerne da insatisfação reside na forma como certos poderes são acessados ou reativados dentro do universo ninja. Especificamente, questiona-se a dependência da morte para o despertar ou reativação do Mangekyou Sharingan (MS). Há um ponto de vista que defende que, embora o despertar inicial do MS possa estar ligado a traumas intensos, a reutilização ou reativação desse poder por personagens como Sarada não deveria exigir uma perda fatal no seu entorno imediato.

A dificuldade enfrentada por Sarada em manipular seu MS após o despertar, contrastando com outros ninjas que não são do clã Uchiha ou mesmo Uchiha que já possuíam o poder, sugere uma inconsistência na aplicação das regras estabelecidas pela obra. A comparação é frequentemente feita com Itachi Uchiha, que, apesar de ter executado o massacre de seu clã em um estado de profundo sofrimento e choro, conseguiu despertar a habilidade sem que a ausência de uma nova morte fosse um obstáculo para seu uso subsequente.

Argumenta-se que, se o despertar do MS é um evento singular ligado a um trauma definidor, a manutenção e o uso contínuo do poder deveriam ser condicionados ao treinamento e controle emocional do usuário. A necessidade de um evento morte para Sarada continuar forçando o uso do MS parece forçada, enfraquecendo a ideia de que a personagem esteja superando barreiras emocionais internas por mérito próprio, focando-se em gatilhos externos de choque.

O valor do sacrifício na sequência

A narrativa de Boruto enfrenta o desafio de justificar perdas em um cenário onde o público já testemunhou sacrifícios monumentais. Quando um evento como a morte de Yodo ocorre, ele deve servir a um propósito maior, seja o desenvolvimento psicológico profundo de um protagonista ou a mudança irreversível no equilíbrio geopolítico do mundo shinobi. Sem essa justificação robusta, tais perdas correm o risco de serem percebidas como um recurso preguiçoso dos roteiristas para injetar drama imediato, fadado a ser esquecido rapidamente quando comparado a marcos emocionais anteriores da franquia, como os sacrifícios de figuras centrais em Naruto Shippuden.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.