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Análise: O poder destrutivo da arma usada contra saitama em one-punch man seria planetário?

A arma alienígena utilizada contra Saitama evoca debates sobre seu poder real: seria suficiente para destruir um planeta sem a intervenção do herói?

Analista de Mangá Shounen
31/01/2026 às 09:49
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Um dos momentos mais impactantes da saga de Boros em One-Punch Man envolveu a utilização de seu ataque mais poderoso, a ‘Rompimento Estelar’ (ou ataque similar), bloqueado milagrosamente pela cabeça do herói invencível. A magnitude dessa energia liberada, no entanto, suscita uma questão técnica e narrativa: se não tivesse sido refletida, a explosão teria capacidade de aniquilar o planeta Terra?

Essa especulação ganha força devido ao comportamento dos invasores alienígenas antes do ataque. As naves espaciais se posicionaram a uma distância considerável da Terra com o objetivo explícito de se prepararem para receber o 'choque' da detonação. Essa precaução sugere que a onda de choque ou a energia liberada pela arma eram consideradas vastas o suficiente para causar estragos significativos mesmo no espaço interplanetário próximo, levantando a dúvida sobre o impacto direto na superfície do planeta.

A Implicação Narrativa da Ameaça

Na interpretação de muitos entusiastas, a própria narrativa da obra sugere que a arma de Boros possui potencial em escala planetária. O autor utiliza essa escala para estabelecer Boros como o 'Dominador do Universo', um ser que exigia um nível de poder extremo para ser contido. Entretanto, o contexto da luta adiciona camadas de complexidade, pois Boros afirmou que Saitama foi o primeiro oponente a sequer lutar em pé de igualdade com ele em sua forma liberada, indicando que o herói pode ter subestimado o potencial total do inimigo.

A questão central reside na diferença entre a ameaça percebida e a ameaça real. Boros, por ser um ser que viaja pelo universo buscando um adversário à sua altura, carrega consigo um arsenal projetado para conquistar ou destruir mundos. O fato de ele usar tal arsenal contra um oponente que ele acreditava ser o que havia derrotado um ser anteriormente conhecido por sua força cósmica, reforça a ideia de que a potência era calculada para níveis cataclísmicos.

Analisando a física implícita dentro do universo One-Punch Man, que frequentemente opera com escalas de poder que transcendem a ciência real, a manutenção da distância pelas naves alienígenas funciona como um indicativo de que o evento estava destinado a ser algo muito além de uma explosão convencional. O custo energético de tal ataque, mesmo que interrompido, implica uma liberação de energia que, se direcionada inteiramente para a Terra, certamente a colocaria em risco de fragmentação ou, no mínimo, de uma catástrofe geomagnética e superficial insuperável.

Portanto, a hesitação e o reposicionamento das naves são pistas importantes. Se a intenção era apenas um ataque direcionado ao adversário imediato, a necessidade de proteger a frota de um mero subproduto energético parece exagerada, fortalecendo a tese de que a aniquilação planetária era uma possibilidade real na ótica dos algozes de Boros.

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Tags:

#One Punch Man #Saitama #Boros #Destruição Planetária #Arma Poderosa

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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