Analise das pontas soltas e frustrações de fãs com o final do anime hunter x hunter (2011)
Apesar de aclamado, o final do anime Hunter x Hunter (2011) deixou arcos importantes em aberto, gerando frustração.
O anime Hunter x Hunter, lançado em 2011, é frequentemente citado como um marco na animação japonesa, reconhecido pela profundidade de seus personagens e complexidade narrativa. Contudo, para muitos espectadores que concluíram a série animada, a sensação final é de incompletude, impulsionada por arcos narrativos cruciais que foram deixados sem a devida resolução na tela.
Arcos Chave e a Ausência de Resolução
Uma das fontes primárias de insatisfação reside na forma como o arco da Brigada Fantasma (Phantom Troupe) foi concluído. A caçada de Kurapika pelo Espaço Oco, centrado na vingança contra o grupo criminoso, perdeu força quando a ameaça da Trupe não foi totalmente neutralizada. A expectativa de um confronto definitivo ou de um desfecho para os membros remanescentes foi frustrada pela aparição esporádica e superficial do grupo, que parecia se desintegrar no enredo sem deixar consequências satisfatórias para o protagonista Kurapika.
Outro ponto de grande expectativa não atendida envolve a relação complexa e tensa entre Hisoka e Gon Freecss. O vínculo obsessivo de Hisoka com Gon, crescendo à medida que o jovem Hunter se tornava mais forte, preparava o terreno para um confronto épico. Fãs aguardavam ansiosamente pelo ápice dessa rivalidade ou fascinação, mas o anime encerrou-se antes que qualquer clímax significativo entre os dois pudesse ocorrer, deixando o destino dessa dinâmica de lado.
O Ritmo Narrativo e a Conclusão com Ging
Enquanto a saga das Formigas Quimera é elogiada por sua ambição, o ritmo da narrativa foi um divisor de águas. Muitos espectadores notaram que esta longa fatia da história se arrastou, testando a paciência de quem precisava que os arcos anteriores fossem amarrados. A eventual reunião entre Gon e seu pai, Ging Freecss, embora emocionalmente relevante, serviu como um ponto final abrupto para a série animada, deixando inúmeras questões sobre o futuro dos personagens principais e o mundo de Hunter x Hunter em aberto. A despedida apressada com Ging não proporcionou o encerramento esperado de uma jornada tão longa e tortuosa.
A ausência de um desfecho para o enfrentamento que se anunciava entre Hisoka e Chrollo Lucilfer, líder da Brigada Fantasma, também pesa no balanço geral. Esses elementos não resolvidos apontam diretamente para a natureza serializada do material original, sugerindo que o material fonte, escrito por Yoshihiro Togashi, não havia chegado a um ponto de conclusão satisfatório na época da produção da animação.
Apesar dessas lacunas estruturais, a qualidade da animação, a construção mundial e o desenvolvimento psicológico dos personagens garantem que Hunter x Hunter (2011) permaneça como uma obra seminal, embora seu final exija que os entusiastas busquem as continuações na fonte do mangá para satisfazer as pontas soltas que a adaptação deixou no ar.