Análise aponta que os primeiros atos do arco de wano em one piece possuíam escrita e atmosfera superiores

Avaliações destacam a qualidade da música e da narrativa inicial de Wano, contrastando com a percepção de um terceiro ato mais arrastado.

Fã de One Piece
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31/01/2026 às 08:40

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Análise aponta que os primeiros atos do arco de wano em one piece possuíam escrita e atmosfera superiores

O vasto e complexo arco de Wano no mangá e anime de One Piece, criado por Eiichiro Oda, frequentemente gera intensos debates sobre seu ritmo e execução. Uma análise detalhada sobre as fases iniciais da saga de Onigashima aponta que os Atos 1 e 2 estabeleceram um patamar de qualidade notável, especialmente em termos de ambientação e desenvolvimento narrativo.

A atmosfera e a música marcantes dos inícios de Wano

Os estágios iniciais da introdução ao País de Wano Country foram elogiados por criar uma atmosfera rica e imersiva. A ambientação cultural, fortemente inspirada no Japão feudal, combinada com uma trilha sonora particularmente elogiada, teria ajudado a construir uma base sólida para a história. Muitos apreciadores da obra consideram que a escrita apresentada nesses dois primeiros atos era coesa e envolvente, estabelecendo expectativas elevadas para o clímax da saga.

A qualidade percebida nesses momentos iniciais era tão forte que gerou a expectativa de que Wano pudesse se tornar o arco favorito de uma parcela significativa da base de fãs. Contudo, essa alta qualidade parece ter encontrado um obstáculo na progressão subsequente da narrativa, levando a uma mudança na recepção crítica.

A transição para o Ato 3 e a estrutura de confrontos

A percepção geral aponta para uma queda na qualidade com a chegada do Ato 3, fase que coincide com a grande invasão de Onigashima e a escalada dos conflitos principais. A principal crítica direcionada a esta etapa é o alongamento excessivo da trama, um problema conhecido por afetar arcos longos de mangás shonen de longa duração.

Um ponto específico de divergência narrativa reside na estrutura de batalhas individuais adotada por Oda. É notado um padrão recorrente onde os combates são rigidamente distribuídos entre os membros centrais do bando do Chapéu de Palha, seguindo uma hierarquia de poder pré-estabelecida. Por exemplo, visualiza-se Luffy enfrentando o antagonista mais poderoso, seguido por Roronoa Zoro no segundo posto, e Sanji no terceiro.

Essa previsibilidade na distribuição dos oponentes, deixando o restante da tripulação em confrontos contra personagens considerados de menor peso estratégico, como Who's Who e Ulti, é vista como um fator de enfraquecimento da dinâmica de luta no clímax. A estrutura, embora garanta momentos de destaque para os protagonistas, é interpretada como uma limitação de escrita que contrasta com a fluidez e a excelência temática apresentadas nas fases anteriores do arco de Wano, o país sobre o qual Eiichiro Oda passou anos construindo a mitologia.

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Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.