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Análise aprofundada questiona a relevância dos coadjuvantes na narrativa de berserk

Uma avaliação focada na trajetória dos personagens secundários de Berserk, após o Eclipse, levanta questionamentos sobre seu impacto narrativo.

Analista de Mangá Shounen
07/05/2026 às 13:27
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Uma perspectiva crítica sobre o elenco de apoio da aclamada série Berserk sugere que muitos personagens atuam como meros elementos funcionais, carecendo de profundidade substancial para além dos eventos centrais da trama. A análise aponta que, antes do fatídico Eclipse, os membros da Brigada do Falcão, apesar de sua competência militar sob o comando de Griffith, são vistos como unidimensionais e facilmente substituíveis no panorama geral da história.

O papel dos personagens após o Arco do Eclipse

Após o evento traumático do Eclipse, o grupo que acompanha Guts manifesta uma série de arquétipos que, segundo esta visão, tropeçam em repetição ou desenvolvimento incompleto. Personagens como Farnese são colocadas em um dilema de origem nobre e trauma profundo, mas seu arco subsequente é visto como uma transição para um papel de devoção a Guts, após influências iniciais questionáveis.

Serpico, por sua vez, é reconhecido por sua habilidade de proteção, especialmente em relação a Farnese, mas sua revelação de parentesco é apontada como um detalhe sem grande ressonância na dinâmica atual do grupo. A presença de Isidro é frequentemente ligada à sua função cômica, em detrimento de outras interações estabelecidas, como as com Puck.

As complexidades de Schierke e Casca

Schierke, embora essencial para fornecer soluções mágicas em momentos de crise, é caracterizada pela crítica como uma figura que intervém drasticamente na narrativa, muitas vezes com soluções espirituais que demandam tempo de desenvolvimento. Casca, apesar de seu silêncio forçado em grande parte da narrativa, é indiscutivelmente o motor emocional da história, centralizando as motivações de Guts, ainda que pareça estar estagnada até os capítulos mais recentes discutidos.

Outros personagens introduzidos em arcos específicos, como alguns coadjuvantes do Arco da Convicção ou a jovem do Arco das Crianças Perdidas, são considerados descartáveis após terem cumprido sua função temática, desaparecendo do foco narrativo principal. Essa estrutura leva a um contraste acentuado com os protagonistas.

Guts e Griffith: Os polos centrais

O protagonista Guts é quase inevitavelmente o favorito, beneficiando-se de um tempo dedicado significativo, desenvolvimento complexo e um visual marcante. Ele carrega o peso da evolução dramática. Em contrapartida, Griffith, após sua transformação drástica, é visto por esta ótica como um antagonista que se tornou menos elaborado, surgindo para instigar cataclismos sem um aprofundamento de suas motivações imediatas pós-mudança, o que o torna, ironicamente, previsível em sua vilania.

Em contraste com essa coleção de figuras funcionais, Rickert é mencionado como um sobrevivente que mantém uma relevância tangível. A maior parte do elenco de apoio, incluindo aqueles focados em alívio cômico como Puck, é vista como cumpridora de seu papel, mas distante da intensidade dramática que define a jornada de Guts. A análise destas trajetórias ressalta como, em narrativas longas e épicas como Berserk, o foco inevitável recai sobre poucas figuras centrais, deixando outras em um limbo de utilidade limitada.

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Tags:

#Crítica #Berserk #Personagens #Pós-Eclipse #Banda do Falcão

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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