Análise compara ritmo de animação de one piece: Saga recente anima menos mangá por episódio
Uma análise detalhada revela uma disparidade significativa na adaptação do mangá de One Piece ao longo dos anos.
A qualidade do ritmo de adaptação do anime de One Piece tem sido um tópico de longa data entre os fãs. No entanto, uma investigação recente ao comparar o volume de material adaptado em diferentes fases da série revelou uma queda drástica na taxa de capítulos do mangá animados por episódio nas sagas mais recentes.
O ponto de partida para esta observação está na transição entre a saga Whole Cake Island e a atual saga Egghead. Ao contabilizar os episódios produzidos nesse período, a diferença no ritmo de animação se torna alarmante quando confrontada com as fases iniciais da obra de Eiichiro Oda.
A contagem de episódios e capítulos
Para contextualizar o impacto dessa mudança, foi feito um exercício comparativo. Acompanhando a animação desde o início até o final da saga Thriller Bark (aproximadamente 373 episódios iniciais, sem contar arcos intermediários de preenchimento), a história adaptada cobriu um total de 481 capítulos do mangá. É importante notar que essa contagem inicial inclui ainda cinco arcos de preenchimento (filler) e episódios avulsos inseridos para proteger o material fonte.
Em contraste, o período que engloba os episódios, que se estendem da saga Whole Cake Island até os mais recentes capítulos de Egghead, também possui cerca de 373 episódios. Contudo, este lote de episódios adaptou significativamente menos material do mangá: apenas cerca de 300 capítulos. A ausência de grandes arcos de preenchimento oficial neste trecho acentua a constatação de que as cenas são esticadas ou prolongadas, resultando em uma entrega muito menor do conteúdo escrito original por episódio.
O ritmo moderno versus o ritmo clássico
A discrepância de quase 200 capítulos animados a menos no mesmo número de episódios indica que o anime, embora acompanhando a narrativa atual de Eiichiro Oda, está o fazendo com uma lentidão proporcionalmente maior. Enquanto a produção inicial buscava manter um ritmo mais rápido para evitar alcançar o mangá rapidamente, a metodologia atual parece priorizar a longevidade da série acima da densidade narrativa por episódio.
Essa lentidão na adaptação é frequentemente criticada, pois impacta a experiência do espectador que busca uma imersão contínua sem longos momentos de exposição prolongada ou trechos que parecem estáticos. A necessidade de manter a série no ar por mais tempo, enquanto se aguarda o avanço do material original desenhado, força os estúdios a encontrar um equilíbrio delicado.
Embora seja reconhecível que cada arco do mangá de One Piece tem se tornado mais extenso, a matemática entre o número de episódios e os capítulos adaptados demonstra que a proporção de conteúdo novo por semana diminuiu consideravelmente ao longo das mais de duas décadas de animação da popular obra.