Análise sugere que maldições de beyond não visavam os filhos, mas sim os membros do zodiaco

Uma reavaliação das maldições impostas por Beyond Netero aponta que o alvo real poderia ser o Zodiaco, e não seus herdeiros.

Fã de One Piece
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19/02/2026 às 07:27

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Uma nova perspectiva sobre os eventos que cercam a saga do continente escuro em Hunter x Hunter sugere uma mudança radical no entendimento das maldições criadas por Beyond Netero. A teoria central propõe que essas amarrações místicas não foram elaboradas com a intenção de matar seus próprios filhos, os príncipes de Kakin, mas sim como parte de um engenhoso plano de fuga direcionado aos integrantes do Zodiaco.

A base para essa interpretação reside na descrição vaga dada por Kakan, que indica que Beyond possui 'pelo menos dez' filhos amaldiçoados. Esse número, sendo um limitante mínimo, sugere uma intencionalidade na falta de precisão, uma vez que o total de membros do Zodiaco é doze. Se o número exato não é revelado, isso abre espaço para que a maldição mire a estrutura de poder estabelecida após a criação da organização.

O alinhamento temporal e o papel do Zodiaco

A cronologia dos fatos indica que o conselho do Zodiaco foi instituído por Isaac Netero após ele assumir a presidência da Associação de Hunters. Dados históricos apontam que Netero se tornou presidente entre 1955 e 1965. Por outro lado, Beyond convenceu os soldados de Kakin a criarem seus filhos sob imposição de maldições em 1971. Isso estabelece uma janela temporal plausível onde o Zodiaco já existia quando as maldições foram lançadas, conferindo ao grupo um alvo potencial.

A ideia sugere que, na concepção original, as maldições poderiam estar ligadas às posições animais do Zodiaco, e não aos indivíduos especificamente. O exemplo dado é o de Pariston Hill, que anteriormente ocupava a posição de 'Rato' (Rat) antes de Kurapika assumir tal posto. Sob essa lógica, a maldição do 'Rato' recairia sobre quem atualmente detém a posição no conselho, independentemente de quanto tempo o novo membro esteja envolvido. Isso explicaria a saída estratégica de Pariston, que ao renunciar ao cargo, efetivamente se desvinculou do alvo da maldição.

As contradições e o caso de Saiyu

No entanto, essa teoria encontra um ponto de fricção ao considerar a aparente cooperação de Saiyu, o membro do Zodiaco que representa o 'Macaco' (Monkey). Se a maldição estivesse atrelada à sua posição, ele seria um alvo direto. Há evidências no mangá que sugerem que Beyond desconhece a lealdade de Saiyu, indicando que o membro do Zodiaco não faz parte do círculo íntimo de Beyond. Isso implica, inclusive, que Saiyu talvez não tenha conhecimento da existência das maldições, e Pariston não teria interesse em informá-lo, tratando-o como dispensável após o cumprimento de sua função.

Adicionalmente, do ponto de vista narrativo, a introdução de maldições paralelas sendo aplicadas por Camila e seu grupo contra outros príncipes torna redundante a existência de um segundo conjunto de maldições com o mesmo propósito letal focado nos herdeiros de Kakin. A hipótese de que o foco de Beyond era a eliminação da influência do Zodiaco, facilitando seu caminho para o Continente Escuro, oferece uma explicação mais coesa para a arquitetura complexa das armadilhas estabelecidas.

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Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.