Análise tática: Por que kakashi usou clones das sombras para anular o genjutsu de itachi?
A estratégia de Kakashi em combates complexos levanta questões sobre a transferência de experiências entre clones e o usuário original, especialmente contra Mangekyo Sharingan.
A complexidade tática apresentada nos confrontos do universo Naruto, particularmente aqueles que envolvem o uso de técnicas avançadas como o Kage Bunshin no Jutsu (Técnica dos Clones da Sombra), frequentemente gera debates sobre a mecânica exata dessas habilidades. Um ponto recorrente de análise foca no momento em que Kakashi Hatake optou por utilizar seus clones para absorver o genjutsu lançado por Itachi Uchiha.
A eficácia dessa manobra reside no princípio de que as experiências sensoriais e de chakra absorvidas pelos clones são transmitidas de volta ao usuário original quando o clone é desfeito. Isso inclui o conhecimento adquirido, treinamento vivenciado, ou, neste caso específico, o impacto de uma técnica ocular como o Tsukuyomi, o genjutsu supremo de Itachi.
A lógica por trás da defesa via clones
A pergunta central que surge é se Kakashi, conhecedor da eficiência do Kage Bunshin na transferência de sensações, estava ciente dos riscos envolvidos. No universo da série, é estabelecido que experiências significativas, como a absorção de chakra do Modo Eremita, são compartilhadas integralmente. Se um clone absorve trauma ou manipulação mental intensa, teoricamente, o original deveria sofrer as mesmas consequências ao reabsorver aquela informação.
A decisão de empregar essa tática sugere uma avaliação de risco específica. O Tsukuyomi é conhecido por aprisionar a vítima em um tempo subjetivo prolongado, causando dano mental severo. A hipótese mais aceita é que Kakashi acreditava que, ao sacrificar um ou mais clones, ele conseguiria 'desviar' a aplicação direta e imediata do genjutsu, absorvendo apenas uma fração inicial ou uma versão diluída da técnica. A morte ou desintegração do clone, antes que o ciclo completo do genjutsu fosse selado, poderia quebrar a conexão.
Essa estratégia difere da simples tentativa de resistir ao genjutsu usando força de vontade ou habilidades limitadas, como o Sharingan. O confronto com Itachi e seu Mangekyo Sharingan exigia uma resposta que neutralizasse a ameaça de paralisia mental total. Usar os clones funcionou como um escudo sacrificial e um meio de coleta de dados sobre a intensidade do ataque inimigo sem comprometer permanentemente sua própria consciência ou chakra vital.
Transmissão de experiência versus intoxicação mental
A ambiguidade reside na fronteira entre experiência 'útil' e 'dano irreparável'. Enquanto o chakra do Modo Eremita ou o conhecimento de um novo ninjutsu são benefícios passivos transmitidos, um genjutsu como o Tsukuyomi inflige uma sobrecarga psicológica. É possível que Kakashi tenha calculado que a informação sobre a natureza do ataque, adquirida pela rápida absorção e posterior desintegração do clone, superava o risco de receber uma dose administrável de dano mental, ao invés de ser completamente dominado pela ilusão.
Essa manobra exemplifica o nível estratégico de Kakashi, o 'Copiador Ninja', que sempre buscou soluções não convencionais, transformando uma vulnerabilidade potencial em uma janela de oportunidade tática contra um dos usuários de olhos mais poderosos da história shinobi.