Nova perspectiva sobre o anime: Análise de um tier list revela gêneros favoritos no cenário de animação japonesa
Uma lista de classificação de animes e mangás, criada por um iniciante no meio, destaca clássicos aclamados, oferecendo pistas sobre futuros interesses.
A jornada de um recém-chegado ao vasto universo dos animes e mangás frequentemente revela padrões interessantes de apreciação, especialmente quando esses espectadores iniciantes tentam catalogar suas experiências iniciais. Uma classificação recente, que mapeia obras consumidas, aponta para uma forte inclinação por títulos que combinam profundidade psicológica, narrativas épicas de aventura e elementos de espionagem e ação bem executados.
A estrutura de apreciação de um novo entusiasta
A categorização apresentada estabelece uma hierarquia clara de qualidade percebida. No topo, o S-tier (nível máximo de excelência), residem obras consideradas pilares do meio. A presença de Cowboy Bebop, um marco da ficção científica neo-noir com uma trilha sonora icônica, ao lado de Neon Genesis Evangelion, aclamado por sua desconstrução psicológica e temas existenciais, sugere um apreço imediato por narrativas complexas e visualmente impactantes.
Completando o topo, Hunter X Hunter (2011) solidifica a preferência por Shōnen de alta qualidade, que se destaca não apenas pela ação, mas pelo desenvolvimento meticuloso de seu sistema de poder, o Nen, e a maturidade de seus arcos narrativos. Este trio inicial indica que o espectador busca substância além do entretenimento superficial.
A força do mainstream aclamado e a inclusão de títulos diversos
No patamar imediatamente inferior, o A-tier, encontramos títulos de apelo mais amplo, mas ainda assim aclamados pela crítica. Attack on Titan (Shingeki no Kyojin), conhecido por sua reviravolta constante na trama e temas de liberdade e opressão, mantém sua posição de destaque. A inclusão de The Emperor and I, que geralmente se refere a obras de romance histórico ou fantasia, ao lado de Spy x Family, uma série que equilibra espionagem com comédia familiar, mostra uma abertura para gêneros variados, desde que apresentem execução de alto nível e química entre os personagens.
Curiosamente, a lista demonstra um apreço pelo sucesso estrondoso, mesmo que classificado abaixo. Títulos como One Piece e Jujutsu Kaisen foram relegados ao B-tier. Isso pode indicar que, embora reconheça a magnitude e a qualidade inerente a esses gigantes do mercado, a experiência pessoal do espectador ainda não os elevou ao nível dos favoritos absolutos, talvez devido ao volume de conteúdo de One Piece ou à familiaridade visual de alguns conceitos dentro de Jujutsu Kaisen.
Os degraus inferiores e o desafio da adaptação
A classificação final revela onde as expectativas podem não ter sido totalmente atendidas. Tokyo Ghoul aparece no C-tier, uma obra que explora temas sombrios de identidade e preconceito, mas que frequentemente enfrenta críticas sobre a inconsistência de suas adaptações em animação, especialmente após a primeira temporada. Finalmente, Naruto (excluindo sua continuação, Boruto) foi colocado no D-tier.
Este posicionamento de Naruto, um dos animes mais influentes globalmente, sugere que a abordagem narrativa longa e a estrutura de uma série mais tradicional podem não ter ressoado tanto quanto projetos mais condensados ou com foco temático mais intenso, como os do S-tier. A análise desses gostos iniciais aponta para um público que valoriza a produção cinematográfica (como a de Evangelion) e a densidade narrativa acima da longevidade tradicional do formato Shōnen clássico, oferecendo um ponto de partida interessante para sugestões futuras de novas obras.