Análise aponta semelhanças tonais entre a nova série de game of thrones e o clima de berserk
A iminente série "Knight of the Seven Kingdoms" desperta comparações estéticas e de humor com a sombria obra de Kentaro Miura.
A expectativa em torno de A Knight of the Seven Kingdoms, a próxima série ambientada no universo de Game of Thrones, gerou um debate intrigante sobre suas possíveis ressonâncias tonais com a influente mangá Berserk, de Kentaro Miura. Embora nenhuma ligação oficial exista, observadores apontam paralelos surpreendentes no tratamento do humor, no exagero narrativo e na atmosfera geral das histórias.
A comparação sugere que, assim como Berserk, a nova produção da HBO pode adotar uma abordagem em que situações, mesmo com um fundo histórico ou realista, são levadas ao extremo do ridículo e do espetacular. Esse fenômeno é frequentemente associado a narrativas transmitidas oralmente por gerações, onde os detalhes mais fantásticos e exagerados ganham proeminência sobre a realidade inicial. Em Berserk, essa construção oralista é percebida na escalada monstruosa e divina dos eventos que cercam Guts.
O humor no exagero e a performance
Um ponto central levantado é a presença de um humor peculiar. Em Berserk, o aspecto cômico muitas vezes surge justamente do contraste extremo entre a brutalidade da realidade e as reações ou consequências absurdas dos personagens. Essa mesma sensação de que cada cenário culmina em um desfecho levado ao limite do extremo é o que estaria sendo notado em A Knight of the Seven Kingdoms.
Analistas indicam que a maneira como a ação se desenrola e até mesmo a performance dos atores podem evocar essa qualidade de história sendo recontada. Há quem perceba nos intérpretes um esforço quase teatral, como se estivessem interpretando um conto passado adiante muitas vezes, o que acentua o tom exagerado e levemente caricato das interações, mesmo dentro de um cenário épico.
Essa interpretação sugere que, se as semelhanças estilísticas se confirmarem, a série baseada na obra de George R. R. Martin poderia inadvertidamente servir como um terreno fértil para adaptar, em termos de espírito, a complexa tapeçaria de Berserk. A narrativa de Miura, conhecida por sua profundidade filosófica misturada com fantasia sombria e momentos de alívio cômico extremo, estabeleceu um padrão único de tom que parece ecoar, mesmo que de forma não intencional, na nova incursão pelo universo de Westeros.
É um indicador interessante de como certas estruturas narrativas, focadas no confronto de elementos realistas com o fantástico levado ao absurdo, continuam a ressoar no entretenimento moderno, independentemente de suas fontes diretas.