Análise: Usopp, pós-elbaf, teria capacidade de conquistar o east blue sozinho em one piece?
Um cenário hipotético explora a força do atirador Usopp após seu treinamento em Elbaf e sua capacidade de sucesso no mar inicial de One Piece.
A jornada de Usopp, o atirador dos Chapéus de Palha, sempre foi marcada por sua evolução de um mentiroso medroso a um corajoso guerreiro. Uma linha de raciocínio interessante surge ao considerar um ponto de inflexão para o personagem: seu possível treinamento em Elbaf, a ilha dos gigantes.
Assumindo que Usopp tenha passado um tempo significativo de desenvolvimento sob a tutela dos lendários guerreiros de Elbaf, como ocorreu com outros membros da tripulação, surge a questão sobre seu potencial em um ambiente menos hostil do que o Novo Mundo. Especificamente, o desafio de atravessar e dominar o East Blue, a rota inicial da Grande Rota, portando as habilidades adquiridas.
O Salto de Poder Pós-Elbaf
O mar East Blue é conhecido por ser o prelúdio da aventura de Monkey D. Luffy, apresentando oponentes que, em retrospectiva, são relativamente fracos para os padrões atuais da série. Contudo, realizar a travessia como capitão, sem o poder de Luffy ou a navegação de Nami, exige um conjunto de habilidades bem equilibrado. Para Usopp, o principal avanço viria na melhoria de sua mira, seu arsenal de projéteis e, crucialmente, sua confiança.
O treinamento com os Hobbits, se comparável ao aprimoramento de Franky ou Robin em suas respectivas pausas, dotaria Usopp de um domínio sem precedentes sobre suas Pop Greens e talvez novas invenções baseadas na engenharia e arte de combate de Elbaf. Um atirador com precisão aprimorada e um arsenal expandido torna-se uma ameaça substancial mesmo contra piratas comuns do East Blue, como Capitães Piratas da região.
Navegação e Liderança: Os Pontos Fracos Presumidos
No entanto, a verdadeira dificuldade para Usopp não estaria no poder de fogo bruto, mas sim na ausência de funções essenciais em um grupo pirata. Sem a habilidade de navegação de Nami, ele enfrentaria enormes dificuldades contra sistemas climáticos complexos. Além disso, a capacidade de liderança e a força combativa de linha de frente, inerentes a Luffy, são ausentes em Usopp.
A missão de um Yonkou ou mesmo de um Shichibukai envolve intimidação e diplomacia forçada. Mesmo um Usopp extremamente habilidoso teria de confrontar a questão da autoridade. O East Blue é dominado por pequenos grupos, mas a aquisição de tesouros e a formação de alianças exigiam mais do que apenas bons tiros. Ele precisaria de carisma ou de uma reputação forjada em vitórias esmagadoras.
A Perspectiva de Desafio
A grande vitória de Usopp em Elbaf seria psicológica. Se ele pudesse manter a postura de um capitão destemido, mesmo fingindo, isso poderia compensar parte de sua falta de força bruta inicial contra os adversários mais fracos. Com uma miríade de armadilhas e projéteis surpresa, ele poderia neutralizar ameaças maiores antes que elas chegassem perto. A capacidade de iludir e vencer inimigos superiores em número ou força sempre foi seu maior trunfo, e o aumento de suas ferramentas criaria um multiplicador de força insuperável para aquele estágio da jornada.
Em última análise, a travessia do East Blue seria factível para um Usopp pós-Elbaf em um sentido tático, dadas as fraquezas dos inimigos regionais e o poder de sua mira aprimorada, mas a jornada seria inerentemente mais lenta e cheia de obstáculos logísticos que a tripulação original conseguiu superar com a combinação única de seus membros. Ele provaria ser um verdadeiro guerreiro, mas a ausência da soma das partes dos Mugiwaras apresenta desafios que o talento de um único atirador, por mais excelente que seja, não eliminaria completamente.