Análise aponta que a liberação final da zanpakutō de ichigo kurosaki pode não ser sua forma definitiva

Novas interpretações da jornada da arma de Ichigo em Bleach sugerem que seu 'Verdadeiro Bankai' pode ser apenas uma fase intermediária.

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Analista de Mangá Shounen

12/01/2026 às 08:55

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A conclusão do arco final do mangá Bleach, Thousand-Year Blood War (TYBW), apresentou ao público o Verdadeiro Bankai de Ichigo Kurosaki, uma revelação visualmente impactante na batalha final. Contudo, uma análise aprofundada das manifestações prévias da sua zanpakutō sugere que o poder máximo da espada pode ainda estar oculto, baseado em inconsistências e padrões estabelecidos ao longo da série.

Um dos pontos centrais levantados reside no histórico de controle de reiatsu de Ichigo. Diferente de outros Shinigamis, o jovem nunca demonstrou a capacidade de selar completamente sua Shikai inicial, aquela grande e desajeitada faca de cozinha. Esta incapacidade de contenção é comparada à forma descontrolada de sua primeira espada emprestada no Arco 1, indicando um padrão de instabilidade na manifestação inicial de seus poderes.

A dualidade das formas 'falsas' e 'verdadeiras'

A teoria especulativa sugere que as formas de liberação conhecidas como 'falsas' poderiam ter sido antecipadas por Yhwach, baseando-se em memórias antigas de batalhas com Yamamoto. Isso implicaria que as formas vistas anteriormente não eram a verdadeira essência da espada, mas sim adaptações ou supressões.

A persistência da forma de 'faca de cozinha' tanto antes quanto depois do arco Fullbring levanta questionamentos sobre a escolha de Old Man Zangetsu (OMZ) ao modelar a arma. Se a verdadeira liberação é tão diferente, por que o protetor inicial optou por um design tão semelhante ao Verdadeiro Bankai posterior?

Após o clímax de 'The Blade is Me', onde Ichigo compreende a natureza de sua arma, observamos a forma de duas lâminas. A impossibilidade de selar essa arma, assumida como sua Shikai base, leva à hipótese de que esta manifestação seja, na verdade, a espada e respectiva bainha da sua zanpakutō fundamental, em um estado bruto, refletindo sua complexa biologia.

A influência das múltiplas linhagens

A estrutura da espada de Ichigo difere drasticamente de qualquer outra vista em Bleach. Composta por biologia Shinigami, Hollow, Humana e Quincy, essa fusão única poderia ser a razão pela qual a espada parece 'inapropriada' ou difícil de estabilizar para seu portador. A dificuldade de controlar a forma seria um sintoma direto de sua constituição mista.

Um argumento crucial reside na revelação do Verdadeiro Bankai. Quando a carapaça branca se desfaz, resta a forma que se assemelha à sua Shikai original. Isso poderia indicar que a camada externa representava a supressão dos poderes Quincy, agindo da mesma maneira que a carapaça externa do Bankai final continha sua verdadeira essência. Originalmente, quando manifestou sua Shikai inicial, ele estava usando apenas os poderes Shinigami/Hollow, enquanto seus poderes Quincy atuavam para mascarar a forma verdadeira total.

A confirmação mais recente vem do one-shot pós-título, focado no submundo. Nela, Ichigo continua utilizando a faca de cozinha - que deveria ser seu Verdadeiro Bankai - como sua arma padrão. Esse comportamento contrasta com todos os outros personagens no universo, que normalmente retornam à forma selada após o uso do Bankai, ecoando o problema de Ichigo em selar sua Shikai anterior.

Por fim, há uma coerência estética nas armas de Ichigo, excluindo as imitações de Yamamoto. Quase todas as suas manifestações apresentam elementos como cabos de metal bruto e panos/correntes, um visual que remete até mesmo ao Final Getsuga Tenshō. Todos esses elementos sugerem que o que foi apresentado como a liberação final pode ser, na realidade, a manifestação básica da sua zanpakutō em um estado não refinado devido à sua falta de maestria completa sobre a totalidade de seus poderes combinados.

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Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.