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A busca por animes coreanos: O que define a animação sul-coreana fora do Japão

A popularidade de produções como Lookism reacende o debate sobre a classificação de animações feitas na Coreia do Sul.

Fã de One Piece
Fã de One Piece

12/01/2026 às 14:38

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A ascensão de obras sul-coreanas no cenário audiovisual global tem gerado discussões interessantes sobre a classificação de seus produtos de animação. Enquanto o termo anime é tradicionalmente associado às produções japonesas, produções como Lookism desafiam essas fronteiras, obrigando o público a reavaliar a nomenclatura utilizada.

O ponto central do debate reside na origem geográfica e linguística da produção versus o formato final de distribuição. Se uma obra é criada integralmente na Coreia do Sul, utilizando estúdios e equipes locais, mas é consumida como um produto de animação tradicional, ela deve ser enquadrada como um anime?

A distinção entre manwha e animação coreana

Um exemplo notável que ilustra essa complexidade é o fenômeno do manwha, o termo coreano para histórias em quadrinhos, similar ao mangá japonês. Obras extremamente populares, como Solo Leveling, nascem como manwha e alcançam adaptações animadas.

No entanto, quando Solo Leveling recebe uma adaptação produzida com padrões técnicos e distribuição que frequentemente leva à dublagem em japonês ou internacionalização, a linha divisória se torna turva. A questão levantada é se a sonoridade ou o mercado de lançamento anula a identidade de origem da produção animada.

Argumenta-se que classificar uma animação sul-coreana como anime apenas por ter temas, nomes ou cenários que ressoam com o público asiático seria o mesmo que rotular obras japonesas - como Attack on Titan ou Spy X Family - como produções ocidentais apenas porque contêm elementos culturais ou linguísticos ocidentais em seus enredos. A nacionalidade do estúdio de produção se torna, assim, o fator determinante.

O nicho das animações coreanas

A indústria de animação sul-coreana tem investido significativamente em qualidade visual e narrativa, muitas vezes explorando estéticas e ritmos distintos dos estúdios japoneses. O sucesso de Lookism, baseado em um popular webtoon, aponta para um mercado sedento por conteúdo animado que não se restringe aos formatos estabelecidos de Tóquio.

A busca por mais títulos que sigam essa linhagem, ou seja, animações originais sul-coreanas, sugere que os consumidores estão interessados em explorar a identidade criativa única que emerge do cenário audiovisual coreano, independentemente de como a indústria japonesa historicamente definiu o termo anime. Essa tendência reflete uma maturidade crescente na aceitação de mídias regionais como entidades artísticas autônomas.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.