Atriz de miss wednesday, charithra chandran, reflete sobre a dimensão de one piece e a liberdade criativa no live-action
Charithra Chandran revela que desconhecia a magnitude de One Piece e detalha como a essência do mangá guiou sua atuação como Miss Wednesday.
Em um momento de crescente expectativa para a segunda temporada de One Piece na Netflix, a atriz Charithra Chandran, responsável por dar vida à enigmática Miss Wednesday (Vivi), compartilhou suas perspectivas sobre ingressar no universo criado por Eiichiro Oda e o impacto cultural da obra.
Chandran admitiu que, curiosamente, sua ignorância inicial sobre a franquia foi uma bênção para sua performance. Ela confessou que nunca havia ouvido falar de One Piece antes de receber o papel, o que a livrou do peso imediato de interagir com uma das bases de fãs mais fervorosas do mundo. “Eu acho que o ditado ignorance is bliss (ignorância é felicidade) foi muito verdadeiro na minha situação”, declarou a atriz, reconhecendo em seguida a escala monumental da propriedade intelectual, descrevendo-a agora como “literalmente inescapável”.
Liberdade e conexão com o material original
Por não ter crescido imersa no mangá ou no anime, Charithra sentiu-se mais livre para interpretar a personagem. Ela ressaltou que, mesmo tendo se dedicado à leitura posterior, não se sentiu excessivamente “presa ao material de origem”. Esse aspecto foi facilitado pelo processo de produção, que, segundo ela, encoraja os atores a descobrirem a alma dos personagens por conta própria, algo que ela considera ser a parte divertida do trabalho.
Ao ser questionada sobre a recepção do papel de Miss Wednesday, descrita como icônica pelos fãs, a atriz expressou humildade perante a grandeza do mundo construído por Oda-sensei ao longo de 28 anos. Ela vê sua personagem como uma “bela peça em um enorme quebra-cabeça”, um arco que, embora importante, é focado em introduzir novos nomes a cada temporada.
A Bíblia de Oda-sensei e a essência da atuação
Chandran estabeleceu uma hierarquia clara sobre o material de referência para a adaptação. Para ela, o mangá de Eiichiro Oda é a “Bíblia” da produção, enquanto o anime serve apenas como suplemento. Ela enfatizou que a obra original é extremamente emocional e que sua prioridade ao construir qualquer personagem é identificar sua essência, os momentos cruciais que ressoam com os fãs, prometendo honrar esses pilares antes de preencher as lacunas da atuação.
Um ponto de surpresa durante as gravações foi a operacionalidade do cenário. Apesar dos efeitos visuais (VFX) esperados, a atriz observou que grande parte do que é visto na tela é construído de forma prática, com cenários reais, algo que ela atribuiu à eficiência e talento da equipe de produção, especialmente a sul-africana, que demonstrou imenso orgulho pelo projeto.
O apelo universal de One Piece
Sobre o porquê de One Piece ressoar tão profundamente através de gerações e culturas, Chandran apontou para a diversidade de personagens que permitem que pessoas de variados backgrounds se identifiquem com a jornada.
“Fundamentalmente, a série é sobre amizade e sobre seguir seus sonhos”, refletiu a atriz. Para ela, essas mensagens são universais e não-políticas, sendo a base para o sucesso global da história. Não houve necessidade de treinamento físico ou mental específico, embora ela tenha brincado sobre a surpresa de descobrir que tinha muitas cenas de luta ao chegar ao set, sendo salva pela competência da equipe de dublês.
Fã de One Piece
Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.