A ausência do épico: Por que o confronto final entre hashirama e madara merecia mais destaque
A empolgação com os duelos finais de Naruto empolgou, mas a falta de um confronto grandioso entre seus criadores, Hashirama e Madara, gerou reflexões sobre o potencial desperdiçado.
A culminação da saga de Naruto trouxe momentos icônicos de resolução e poder, como a batalha derradeira entre Naruto e Sasuke, e o reencontro de Kakashi e Obito, recheado de nostalgia e reflexões sobre seu passado compartilhado. No entanto, um ponto específico na narrativa de Masashi Kishimoto tem gerado questionamentos sobre o potencial dramático não totalmente explorado: o confronto entre Hashirama Senju e Madara Uchiha.
Estes dois personagens não são apenas ninjas poderosos; eles são a fundação de quase toda a trama de Naruto. Madara é retratado como a força motriz por trás de muitos conflitos, enquanto Hashirama, o Primeiro Hokage idealista, representa a tentativa fracassada de construir a paz na era inicial de Konoha. A dinâmica entre eles transcende uma simples rivalidade; ela encapsula as filosofias opostas que moldaram o mundo Shinobi.
O peso da história não contada
Enquanto lutas recentes foram adornadas com animações de ponta e reconstruções emocionais de laços passados, como a vista no momento de Kakashi e Obito, a complexa relação entre Hashirama e Madara muitas vezes foi relegada a flashbacks ou resolvida em um contexto que limitou seu impacto visual e emocional total. A expectativa era que o clímax da rivalidade entre o 'Deus Shinobi' e seu melhor amigo/rival recebesse o mesmo tratamento de espetáculo.
Imagina-se o quão impactante teria sido assistir a um duelo entre os dois em seu auge, talvez nos dias finais do Vale do Fim, mas com uma produção que honrasse a profundidade de sua inimizade e amizade. Sequências visuais detalhando os momentos cruciais de sua juventude, intercaladas com a demonstração total de suas habilidades lendárias, como o Mokuton de Hashirama e o Susano'o Perfeito de Madara, poderiam ter solidificado este momento como o mais memorável da série.
A escala das influências
É inegável que Naruto e Sasuke representam a nova geração e a transcendência dos velhos ódios. Sua batalha final foi crucial para fechar o ciclo narrativo. Contudo, ao dar um tratamento íntimo e detalhado aos duelos entre as gerações mais recentes, a ausência de um tratamento semelhante para Hashirama e Madara - os dois indivíduos cuja discórdia iniciou a cadeia de eventos que levaram aos sofrimentos subsequentes - deixa uma lacuna na narrativa visual. Eles são, afinal, os pioneiros do sonho e do desespero que definiram o caminho de todos os personagens subsequentes.
A potência da animação moderna, vista em outros momentos cruciais da saga, sugere que o material fonte possuía a matéria-prima para um espetáculo inigualável. A esperança reside em futuras adaptações animadas ou filmes que possam dar a este lendário embate o destaque merecido, explorando a fundo a beleza trágica de dois homens que, unidos pela profunda amizade, foram separados pela visão de mundo, como detalhado na história de Naruto.