Contraste entre anime e mangá de boruto gera debate após um leitor apontar falhas gráficas e de caracterização

Um observador da obra Boruto expressou profunda decepção com o mangá, apesar da reputação de ser superior ao anime, criticando arte e representação de personagens.

Analista de Anime Japonês
Analista de Anime Japonês

01/02/2026 às 15:08

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Contraste entre anime e mangá de boruto gera debate após um leitor apontar falhas gráficas e de caracterização

A adaptação de Boruto: Naruto Next Generations, seja na tela ou no papel, continua a ser um terreno fértil para intensos debates entre os entusiastas do universo ninja. Recentemente, observações vindas de um leitor que migrou do anime para o mangá, esperando uma experiência superior, trouxeram à tona questionamentos sobre a qualidade do material original desenhado.

A premissa era de que a versão impressa superava a animação em termos artísticos e narrativos. Contudo, ao mergulhar no mangá, essa expectativa foi veementemente frustrada. O leitor descreveu as cenas de ação como vazias e estáticas, uma contradição notável considerando a velocidade e o poder esperados de ninjas modernos, como os descendentes de lendas como Naruto Uzumaki.

Críticas contundentes ao design dos personagens

Um dos pontos mais sensíveis da crítica focou na arte visual desenvolvida pelo ilustrador, em comparação com o estilo de Masashi Kishimoto, criador de Naruto. O design de personagens icônicos, alguns vistos pela última vez sob o traço de Kishimoto, gerou forte reprovação.

O personagem Sasuke Uchiha, por exemplo, foi citado como tendo um visual significativamente alterado, parecendo “fora de sintonia” mesmo considerando que o ilustrador atual, Mikio Ikemoto, não é o criador original da estética. Personagens como Sakura, Ino e até mesmo Gaara tiveram seus visuais contestados, indicando uma percepção generalizada de que a consistência visual foi comprometida.

Adicionalmente, a caracterização de alguns membros da nova geração também recebeu críticas ácidas. Em especial, a personagem Sarada Uchiha, que, segundo o observador, foi retratada de maneira estranha, tanto em seu desenho quanto em seus diálogos, chegando a ser considerada cringe, termo usado para descrever algo constrangedor.

A questão da sexualização e o apelo visual

Outra área de preocupação levantada foi a maneira como certos personagens juvenis foram desenhados, sugerindo uma sexualização inadequada para a faixa etária representada. Essa interpretação aponta para uma direção artística que parece desrespeitar o tom mais alinhado ao público que acompanhava a franquia desde o início, reforçando a sensação de que o mangá se distanciou do padrão estético anterior.

No fim das contas, a motivação para continuar acompanhando a leitura se resume a um fator nostálgico: a aparição esporádica dos membros originais de Naruto. A decepção é notável, pois a expectativa era que a mudança de formato significasse um salto de qualidade que rivalizasse, minimamente, com o trabalho seminal de Kishimoto. A experiência sublinha a dificuldade de manter a fidelidade estética e o espírito de uma franquia tão amada enquanto se busca uma nova identidade visual e narrativa.

Analista de Anime Japonês

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.