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A controvérsia do arco das formigas quimera em hunter x hunter: Uma análise de ritmo e desenvolvimento de poder

O arco das Formigas Quimera em Hunter x Hunter, apesar de aclamado, gera debates intensos sobre seu ritmo, desenvolvimento de personagens e escala de poder.

Fã de One Piece
Fã de One Piece

30/05/2026 às 07:36

6 min de leitura
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O arco das Formigas Quimera, central na narrativa de Hunter x Hunter, é frequentemente citado como um ponto de inflexão na série, mas também como um elemento que pode comprometer a experiência geral da obra, segundo observadores. Uma das críticas mais recorrentes reside no descompasso entre a extensão do arco e a densidade de seu enredo principal.

Em contraste com arcos anteriores, como o Exame Hunter, que introduziu de forma coesa o elenco principal e estabeleceu as jornadas individuais, o segmento das Quimeras é percebido como excessivamente longo, contendo menos pontos de trama essenciais que se conectam diretamente aos protagonistas. Personagens novos surgem e desaparecem com pouca contribuição duradoura para o desenvolvimento central. O exemplo notório é a figura de Cheetu, cuja função parece ter sido primariamente servir de obstáculo pontual para ser superado por personagens secundários importantes, como o avô de Killua.

A quebra da regra de poder conquistado

Um aspecto fundamental que divide opiniões é a introdução de Meruem, o Rei das Formigas Quimera, tido como excessivamente poderoso (overpowered). O universo de Hunter x Hunter é construído sob a premissa de que força e habilidades são laboriosamente conquistadas através de treinamento rigoroso, sacrifícios e provações, como visto com Killua Zoldyck ou Kurapika.

Meruem, no entanto, atinge um patamar de poder avassalador de maneira quase inata, justificada pela absorção das vidas humanas. A discrepância surge quando comparado a figuras estabelecidas como Netero, um dos seres mais poderosos da época, cuja força foi forjada ao longo de décadas. A narrativa parece flexibilizar seu próprio sistema de poder para justificar essa ameaça, desviando do foco anterior em estratégias engenhosas e no uso inteligente do Nen, favorecendo a força bruta em confrontos decisivos.

Questões de Pacing e Narração

A gestão do ritmo de produção e da narrativa é outro ponto de intenso escrutínio. Observadores apontam para uma inconsistência drástica no pacing. Enquanto alguns episódios saltam grandes períodos de tempo, consolidando meses em minutos, outros dedicam múltiplos capítulos animados a um único movimento ou trecho de combate, como visto durante a luta no palácio real.

Paralelamente, há uma mudança perceptível no uso do narrador. A filosofia de show, don't tell (mostrar, não contar) parece ser abandonada em prol de descrições minuciosas e lentas, ditadas pela voz externa. Essa abordagem externa, ao delinear cada detalhe exaustivamente, priva o público da satisfação de deduzir informações através das reações dos personagens ou do contexto visual, atuando mais como um roteiro lido em voz alta do que um guia narrativo sutil.

O dilema dos jogos de Gungi

Os segmentos focados no jogo Gungi entre Meruem e Komugi também são criticados por quebrarem o fluxo da ação. Normalmente, para estabelecer a maestria de um personagem em uma atividade, seriam mostradas jogadas impressionantes ou regras aplicadas. No caso de Gungi, o público é obrigado a aceitar a genialidade de Komugi por fé, sem uma compreensão clara das táticas envolvidas.

Embora o objetivo final desses jogos seja retratar a humanização do Rei e o valor da vida humana através de sua relação com Komugi, a ausência de envolvimento tático torna a experiência tediosa. Argumenta-se que se a intenção era demonstrar a inteligência superior humana superando seu poder natural, tal feito poderia ter sido ilustrado em um contexto de combate, onde as jogadas estratégicas pudessem ser mais facilmente compreendidas e celebradas pelo espectador.

Fã de One Piece

Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.