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O desfecho sombrio de naruto: Como orochimaru poderia ter se tornado um deus entediado e reiniciado o mundo

Uma análise conceitual explora um final onde Orochimaru ascende ao poder máximo, alcança o conhecimento total e, por tédio, apaga a civilização shinobi.

Analista de Anime Japonês
12/01/2026 às 17:02
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Em um universo narrativo focado em ciclos de ódio e paz, a figura de Orochimaru, o eterno Buscador da Verdade, surge como um candidato improvável para o fim absoluto. Em vez do desfecho tradicional conhecido, uma vertente especulativa imagina uma trajetória onde seu desejo primordial por conhecimento, e não paz ou controle, o leva a um estágio de divindade e subsequente desinteresse pela realidade.

A Ascensão do Ser Supremo

O ponto de divergência crucial ocorreria durante a Quarta Grande Guerra Ninja. Diferente dos eventos canônicos, nesta narrativa, Orochimaru conseguiria completar sua posse sobre o corpo de Sasuke Uchiha. Armado com o Sharingan, o Rinnegan e suas próprias modificações genéticas, ele forçaria a absorção da Dez Caudas, transformando-se no Ser Supremo.

A ambição de Orochimaru não culminaria na prisão infinita da humanidade, como preconizava o Tsukuyomi Infinito. Em vez disso, ele utilizaria essa técnica para um fim singularmente egoísta e acadêmico: ele baixaria digitalmente cada memória, cada jutsu, e todo o conhecimento acumulado de cada ser vivo da Terra. Com seu objetivo alcançado, as vítimas seriam descartadas, cessando sua existência.

O Vazio do Conhecimento Total e a Realização

Com o conhecimento absoluto em suas mãos, o sonho de Orochimaru se tornaria sua eterna punição. A posse de toda a informação disponível no mundo tornaria a existência monótona, confirmando uma de suas próprias filosofias: “O cata-vento que não gira está morto”. Sem o desconhecido, o mistério ou o desafio, o significado se esvaía.

Imaginada a cena de um déspota entediado, ele se recolheria em um silêncio cósmico por milênios. A única forma de fazer o cata-vento girar novamente era introduzir o caos, a possibilidade do novo, forçando o renascimento da ignorância e da surpresa.

O Grande Reset e a Era Esquecida

Para restaurar essa possibilidade, Orochimaru orquestraria a destruição metódica do mundo Shinobi. Ele submergiria a Vila da Folha sob oceanos e dissolveria a própria rede de chakra, a fonte da magia daquele mundo. Em seguida, entraria em um estado de hibernação profunda, localizando-se no núcleo da Terra, aguardando o lento processo evolutivo da humanidade a partir de formas de vida unicelulares.

A sequência desta história, intitulada Boruto: Contos da Era Esquecida, apresentaria um futuro distante, desprovido de magia, assemelhando-se a uma distopia cyberpunk ou ao nosso mundo moderno. O chakra seria reduzido a mera lenda arqueológica, e a trama se concentraria na redescoberta daquele poder ancestral.

O Despertar do Dragão Adormecido

Neste futuro, o jovem Boruto poderia ser um mineiro que desenterra um protetor de testa fossilizado e arranhado. Ao tocá-lo, uma descarga de energia latente - o chakra - despertaria nele. Aqui, o selo Karma não seria um programa alienígena, mas sim um resquício genético da Marca da Maldição de Orochimaru, indicando seu lento despertar.

Os antagonistas, como a organização Kara, estariam obcecados em decifrar antigos pergaminhos (Pergaminhos Ninja), tratando os sinais manuais como a “Linguagem dos Deuses”. O clímax revelaria que a verdadeira divindade não seria um invasor Otsutsuki, mas sim o próprio Orochimaru, o Dragão Adormecido, aguardando um indivíduo interessante o suficiente para relançar seu jogo cósmico.

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Tags:

#Naruto #Conhecimento #Orochimaru #Fim Alternativo #Reset Mundial

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.

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