A dinâmica complexa entre akaza e muzan: A fonte das repreensões constantes no universo de demon slayer

Análise aprofundada sobre o motivo pelo qual Akaza, apesar de sua força, é frequentemente advertido por Muzan Kibutsuji em Demon Slayer.

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Analista de Mangá Shounen

12/01/2026 às 04:40

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A dinâmica complexa entre akaza e muzan: A fonte das repreensões constantes no universo de demon slayer

A relação hierárquica no mundo dos Onis em Kimetsu no Yaiba (Demon Slayer) é rigidamente controlada pela figura central de Muzan Kibutsuji, o progenitor. Dentro dessa estrutura, o Terceiro Lua Superior, Akaza, destaca-se não apenas por sua notável habilidade de combate e lealdade, mas também por ser um dos demônios mais frequentemente repreendidos pelo Rei Demônio. Tal recorrência nas advertências levanta questões sobre os parâmetros de excelência e aceitação de Muzan.

A rigidez dos critérios de Muzan

Muzan Kibutsuji opera sob uma paranoia extrema e um padrão de perfeição inalcançável. Seu objetivo primordial é erradicar todos os Caçadores de Demônios, especialmente os da linhagem Kamado. A falha em cumprir esta missão, ou mesmo desviar o foco dela, é vista como um defeito capital por ele. Akaza, embora extremamente poderoso e devoto à causa de Muzan, frequentemente tropeça em um ponto crucial que o diferencia dos outros Luas Superiores: seu código de honra.

A aversão aos Caçadores de Hashira

Um dos principais motivos para os descontentamentos de Muzan reside no fato de Akaza ter regras autoimpostas que restringem seu comportamento. Akaza recusa terminantemente lutar contra mulheres, o que o impede de enfrentar a Hashira do Amor, Mitsuri Kanroji, em determinada ocasião. Essa recusa, embora reveladora de uma moralidade curiosamente mantida após sua transformação em demônio, é vista por Muzan como fraqueza e desobediência direta aos seus comandos. Para Muzan, a vida de um Caçador é apenas a de um inseto a ser esmagado, independentemente do gênero.

Além disso, a constante falha das Luas Inferiores e, por extensão, a tolerância de Akaza a essas falhas, pesa sobre sua conduta. Enquanto o Quarto Lua Superior, Hantengu, demonstra uma covardia notável, Akaza, por ser o mais próximo em status de Douma e Kokushibo, é esperado que mantenha um controle absoluto sobre a situação. A incapacidade de garantir a aniquilação total dos inimigos, como visto em confrontos que envolvem os Hashiras, sempre resulta em um escrutínio severo por parte de seu mestre.

Lealdade Inquestionável versus Controle Absoluto

É fundamental entender que as repreensões de Muzan não são necessariamente um reflexo da força física de Akaza, que é indiscutível. Ele é um dos seres mais fortes da série, superando muitos outros demônios na escala de poder. As críticas são calibradas pela necessidade de Muzan de exercer controle total e eliminar qualquer vestígio de humanidade ou autonomia em seus subordinados. Akaza, ao demonstrar qualquer traço de sentimentalismo ou restrição ética, desafia tacitamente a autoridade completa de Muzan.

A dinâmica, portanto, é uma luta constante entre a lealdade fanática de Akaza à visão de Muzan e os próprios resquícios de seu código ético humano, que se manifesta em hesitações. Essas hesitações são o ponto fraco que o Rei Demônio explora e pune incessantemente, reforçando que, no castelo dos demônios, a única virtude valorizada é a eliminação irrestrita dos Caçadores de Tanjirō Kamado e seus aliados. A tensão entre o subordinado excepcionalmente capaz e o mestre ditatorial molda grande parte do drama da hierarquia Oni.

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Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.