Edições do mangá one-punch man apresentam falha de impressão bizarra, trocando capítulos por outra obra
Leitores de One-Punch Man ficaram surpresos ao encontrar aproximadamente 20 páginas de outro mangá inseridas no volume 20 da série.
Um lote de cópias do volume 20 do popular mangá One-Punch Man gerou curiosidade e confusão entre os colecionadores após a descoberta de um erro de impressão incomum. Em vez do conteúdo esperado, que cobriria o clímax do confronto entre Tornado do Terror e Gyoro Gyoro (também conhecido como Orochi), algumas cópias apresentaram uma seção substancial de aproximadamente vinte páginas pertencentes a uma obra totalmente diferente.
O material que invadiu as páginas deveria conter o desenvolvimento crucial da batalha no arco atual da série criada por ONE e desenhada por Yusuke Murata. No entanto, os leitores relataram que, após a página que antecedia a seção problemática, que marca o final do confronto entre Tornado e Jagan, o enredo foi abruptamente substituído por páginas de um mangá intitulado Kimi ni Todoke.
O problema da substituição inusitada
A inserção de conteúdo de Kimi ni Todoke, uma série conhecida por seu foco em romance escolar e drama adolescente, representa uma quebra drástica de tom e temática em comparação com a ação super-heroica de One-Punch Man. O trecho estranho, que durou cerca de 20 páginas, é extenso o suficiente para parecer mais do que um simples erro de página solta, sugerindo uma falha significativa no processo de agrupamento e encadernação do volume físico.
Falhas de impressão como estas são relativamente raras em publicações japonesas de grande tiragem, mas quando ocorrem, elas transformam edições normais em itens de colecionador imediatos, embora não intencionais. A confusão reside em saber se tais volumes defeituosos devem ser considerados uma amostra (sample) ou um erro de produção (misprint) digno de nota.
Implicações para colecionadores
Para os fãs que estavam ansiosos por avançar na saga de Saitama e os Heróis Classe S, receber um volume com páginas de outro título popular de shojo (como Kimi ni Todoke) é, no mínimo, frustrante. O arco da luta contra a Associação dos Monstros estava em um ponto de alta tensão, e a interrupção exigiu que os leitores buscassem a continuação em outras fontes ou aguardassem pela troca da unidade defeituosa.
Editoras de quadrinhos e mangás, como a Viz Media no Ocidente ou a Shueisha no Japão, geralmente possuem procedimentos para lidar com produtos defeituosos. No entanto, a natureza da falha, misturando duas obras tão díspares, torna este caso uma peculiaridade notável na história de produção da série. A ocorrência levanta questões sobre os protocolos de controle de qualidade nas gráficas responsáveis pela montagem dos livros.