Possível elo entre shuri e o conto da princesa kaguya gera análise de teoria na narrativa
Detalhamento sugere paralelos profundos entre a história de Shuri e o folclore japonês da Lua.
Uma análise detalhada de eventos recentes na trama aponta para uma forte correlação entre a trajetória da personagem Shuri e a antiga história japonesa da Princesa Kaguya, contida no Conto do Cortador de Bambu. Elementos específicos da narrativa indicam que a história de origem de Shuri pode estar intrinsecamente ligada a este famoso folclore.
As recusas e o mistério da origem
O ponto inicial dessa observação reside no fato de Shuri ter recusado propostas de casamento de cinco príncipes diferentes. Essa repetição numérica não é vista como coincidência, mas sim como um eco direto do conto tradicional japonês, onde Kaguya impõe provas impossíveis aos pretendentes.
Além disso, há a expectativa de que a personagem siga um caminho que a levará a Mary Geoise. Seguindo a analogia, esse movimento seria equiparado ao retorno de Kaguya à Lua, culminando em uma perda de memória sobre seu tempo no reino inferior. Tal paralelismo sugere que Shuri, assim como a figura mítica, não pertenceria originalmente ao mundo em que está inserida.
O papel de Candel e a natureza não terrena
Essa teoria ganha corpo com especulações de que a figura de Candel seria, na verdade, um Cavaleiro Divino disfarçado. Se essa hipótese se confirmar, ela reforçaria a ideia de que Shuri possui uma natureza superior ou não terrena, estando apenas temporariamente no reino atual, assim como Kaguya.
O conto da Princesa Kaguya descreve o fracasso das forças terrestres em impedir seu retorno forçado ao reino celestial, mesmo após o Imperador mobilizar seus exércitos. No desfecho da lenda, Kaguya presenteia o Imperador com um elixir que confere a imortalidade antes de ser levada, um componente que, curiosamente, é comparado por alguns observadores à fruta do diabo de Brook, evidenciando uma possível conexão temática com o mundo marítimo da ficção.
Esses paralelos sugerem uma camada de profundidade na construção da personagem Shuri, utilizando um arquétipo culturalmente rico para moldar seu destino e seu papel futuro na grande narrativa da obra, indicando um possível clímax de separação e esquecimento.