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A encruzilhada narrativa de berserk: O que aconteceria se guts e griffith nunca tivessem se conectado

Uma análise profunda sobre a linha temporal alternativa de Berserk, explorando um mundo sem a fatídica atração entre Guts e Griffith.

Analista de Mangá Shounen
02/02/2026 às 16:36
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A relação central entre Guts e Griffith em Berserk é o motor que impulsiona os eventos mais sombrios da obra de Kentaro Miura. Portanto, especular sobre um cenário onde o espadachim nunca se juntou à Banda do Falcão - ou nunca estabeleceu o vínculo intenso que definiu seus destinos - abre portas para explorar um universo narrativo drasticamente diferente.

A tragédia do Eclipse, o ponto de não retorno da série, é inteiramente dependente da conexão emocional e da rivalidade entre esses dois protagonistas. Sem Guts, o desejo de Griffith pelo seu próprio reino e a consequente inveja e atração desenvolvida pelo espadachim teriam caminhos distintos. A busca de Griffith por seu sonho, que culmina na aceitação do sacrifício da Banda do Falcão, provavelmente seria realizada, mas sem a presença catalisadora de Guts, a sua queda poderia ser menos intensa ou se manifestar de maneiras diferentes.

A jornada solitária de Guts

Se Guts nunca tivesse se juntado a Griffith, seu caminho seria o de um mercenário errante, talvez mais brutal e isolado do que jamais foi. Ele provavelmente continuaria lutando apenas por sobrevivência, sem a ânsia por pertencer a algo ou alguém que a Banda do Falcão lhe proporcionou momentaneamente.

A espada dos ossos, que Guts empunha com ferocidade, permanece como um símbolo de sua luta constante. No entanto, sem Griffith para forçá-lo a confrontar seus próprios limites e a desenvolver um senso de propósito além da luta, a sua evolução como guerreiro seria puramente mecânica e menos filosófica. Ele poderia ter permanecido um pária endurecido, sem a profundidade emocional que Casca e a própria convivência com o Falcão trouxeram ao seu personagem, conforme detalhado na saga da Era de Ouro.

Griffith e o destino do reino

Para Griffith, a ausência de Guts removeria um obstáculo psicológico significativo. Em muitas instâncias, Guts representava o único ser que ele não conseguia possuir ou entender completamente. Sua partida funcionou como um gatilho para a obsessão de Griffith e subsequente desespero.

Em um universo sem essa dinâmica, Griffith ainda poderia ter alcançado o status de nobre, mas sua ascensão ao poder poderia ter sido mais lenta ou menos espetacular. A ausência de Guts no Campo de Batalha e na corte poderia ter prevenido os incidentes que levaram à sua prisão e tortura, preservando o seu corpo físico por mais tempo. Contudo, a ambição que o levou a buscar o reino de Midland continuaria sendo sua força motriz, exigindo sacrifícios, independentemente da presença do espadachim.

Implicações para a luta contra o mal

A grande questão é quem ou o que preencheria o vácuo deixado pela ausência da principal vítima do Eclipse. Sem a marca do sacrifício de Griffith, os Apóstolos e o God Hand não teriam o mesmo alvo central. A história se desviaria completamente da cosmologia sombria que se estabelece após a Era de Ouro.

Um cenário sem o confronto Guts-Griffith é, essencialmente, um mundo onde a dor, embora presente de outras formas, não atinge a escala cósmica vista na narrativa principal. O destino do mundo de Fantasia, com seus demônios e a presença constante do sobrenatural, estaria em aberto, aguardando um novo ponto de inflexão que, inevitavelmente, surgiria de outra fonte de desejo humano ou ambição desmedida.

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Tags:

#narrativa #Berserk #Guts #Griffith #Hipótese

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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