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A escala da catástrofe de berserk: O alcance da onda astral de griffith no mundo de miura

A ascensão de Griffith e a Onda da Manifestação Astral levantam questões cruciais sobre a geografia e a população total do universo de Berserk.

Analista de Mangá Shounen
29/11/2025 às 20:36
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O clímax da ascensão de Griffith com o Eclipse Solar e a subsequente Onda da Manifestação do Mundo Astral representam um dos eventos de maior magnitude na história contada de Berserk. A visualização da onda, que parece engolir a paisagem conhecida pela narrativa, inevitavelmente suscita especulações sobre a verdadeira dimensão geográfica do mundo criado por Kentaro Miura.

A onda liberada por Griffith, manifestando o plano etéreo sobre o plano físico, possui uma escala que sugere um impacto global ou, no mínimo, continental. Isso leva à reflexão sobre a distribuição da humanidade e se as terras já exploradas pelos protagonistas são as únicas áreas habitadas.

Implicações de um mundo fragmentado

A Europa medieval fantástica que serve de cenário principal para as aventuras de Guts e sua irmandade da Guarda do Falcão é culturalmente reconhecível, mas o universo de Berserk historicamente sugeriu a existência de outros povos e civilizações distantes. A imensidão do desastre cósmico provocado pela ascensão de Femto implica que qualquer civilização isolada, mesmo em continentes teoricamente inexplorados pelos personagens centrais, teria sido afetada de maneira similar.

Se a Onda Astral se estendeu por todo o globo conhecido, devemos considerar a possibilidade de sociedades distintas que nunca encontraram o Reino de Midland ou os territórios bárbaros vizinhos. Visualmente, a narrativa pode focar no Ocidente fictício, mas a magnitude do evento sugere que povos análogos a culturas históricas, como possíveis equivalentes a povos mesoamericanos, civilizações da Ásia oriental ou tribos nórdicas em terras distantes, poderiam ter testemunhado o céu mudar de cor e a realidade se distorcer.

Adaptação e sobrevivência em outras latitudes

A adaptação a um mundo onde o véu entre os mortais e os seres do profundo é rompido seria drástica. Para grupos que vivem em isolamento, geograficamente protegidos das invasões iniciais dos Apóstolos ocorridas na região central, a chegada da Onda Astral seria o primeiro e, talvez, único contato com as forças das Trevas.

A questão central reside na profundidade do conhecimento de Miura sobre o globo. A narrativa sempre priorizou a jornada pessoal e a luta contra o destino, utilizando o mundo como pano de fundo para a tragédia de Guts. No entanto, atos de tamanha força mística, como a transição forçada para a Era das Trevas, demandam uma expansão da escala geográfica para justificar a gravidade do sacrifício de Griffith para aqueles que não estavam presentes no Monte Baan.

A expansão do plano astral sobre o mundo físico é um lembrete da ambição cósmica da trama, onde a sede de poder de um indivíduo pode reescrever as regras da existência para milhões de pessoas desconhecidas, moldando um novo e aterrorizante palco para os conflitos que ainda virão em Berserk.

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Tags:

#Berserk #Griffith #Continentes #Onda Astral #Mundo Berserk

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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