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Estratégia alternativa de muzan: O dilema de transformar os hashira em demônios em 'demon slayer'

Análise sobre a possibilidade tática de Muzan Kibutsuji transformar os pilares em seus subordinados mais fortes.

Analista de Mangá Shounen
31/01/2026 às 20:16
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Uma linha de raciocínio intrigante surge ao analisar a estratégia final de Muzan Kibutsuji no universo de Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba. A questão central reside no porquê o Rei dos Demônios optou por destruir os Hashira, em vez de tentar a conversão de alguns dos guerreiros mais poderosos da humanidade em seus servos.

A premissa sugere que se Muzan tivesse injetado seu sangue nos Pilares, o resultado poderia ter sido a criação dos demônios mais letais já existentes na história da série, superados apenas pelo próprio Muzan. Argumenta-se que, devido ao poder avassalador do sangue de Muzan, os Hashira não teriam capacidade de resistir à transformação, mesmo com suas impressionantes habilidades de respiração.

O Poder da Conversão vs. A Busca pela Destruição

No clímax da narrativa, a vitória dos Caçadores de Demônios foi alcançada sob circunstâncias específicas. Muzan estava severamente enfraquecido devido ao veneno administrado por Tamayo. Mesmo nesse estado comprometido, ele demonstrou força suficiente para superar e vitimar vários Hashira. A perda de Muichiro Tokito, que sucumbiu a Kokushibo, e a eliminação de Shinobu Kocho pelas mãos de Douma, evidenciam o quão perigoso o Rei dos Demônios era, mesmo quando pressionado.

Se Muzan estivesse em sua capacidade total, como especulam certos ângulos de análise estratégica, ele teria enfrentado pouca ou nenhuma resistência por parte de qualquer Hashira ao tentar forçar uma transformação. Seus seguidores, sob o controle total do sangue demoníaco, se tornariam instrumentos de destruição inigualáveis, potencialmente aniquilando o Corpo de Caçadores de Demônios de forma muito mais eficiente do que sua tática de assassinato direto.

Implicações na Narrativa e Lógica Interna

Embora essa alternativa aumente dramaticamente o poder de Muzan, é fundamental reconhecer que a estrutura da história exige que os heróis tenham um caminho plausível para a vitória. Transformar os Hashira em um exército de seres quase invencíveis, potencialmente com habilidades aprimoradas, complicaria excessivamente o arco de Tanjiro Kamado e seus aliados. A narrativa se baseia na superação de barreiras intransponíveis pela força de vontade e técnica humana.

Além disso, o desejo primordial de Muzan sempre foi a erradicação total da presença dos Caçadores de Demônios e a obtenção da Imortalidade Perfeita. A transformação de seus inimigos em parte de seu domínio exigiria uma mudança de mentalidade, algo que parece contradizer seu ego e sua natureza obsessiva de superioridade. Ele via os Hashira como pragas a serem eliminadas, e não como recursos a serem assimilados, preferindo a satisfação da aniquilação à utilidade estratégica.

Ainda assim, a ideia de que os guerreiros mais fortes da humanidade poderiam ter sido cooptados, tornando-se os demônios mais temidos após a exposição ao Mestre, permanece um fascinante exercício mental sobre o que poderia ter acontecido se o Rei dos Demônios tivesse optado por uma agenda mais calculista em vez de puramente destrutiva.

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Tags:

#Kimetsu no Yaiba #Muzan #Hashira #Demônios #Estratégia

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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