A estratégia por trás da ausência do mangekyō sharingan de kakashi na fase clássica de naruto
A não utilização do Mangekyō Sharingan por Kakashi Hatake na primeira fase de Naruto intrigou fãs, evidenciando limites e escolhas narrativas.
A figura de Kakashi Hatake, o ninja copiador de Konoha, é central na narrativa de Naruto, especialmente durante a fase clássica da série. Contudo, um ponto que gera constante análise entre os entusiastas da obra é por que o ninja, portador de um Sharingan transplantado, incluindo a capacidade do Mangekyō Sharingan (MS), raramente ou nunca utilizou essa técnica avançada antes da saga Shippuden. A resposta reside em uma complexa combinação de limitações físicas impostas pela narrativa e as escolhas estratégicas de Masashi Kishimoto, o criador do mangá.
O Mangekyō Sharingan de Kakashi, obtido após a morte de Obito Uchiha, confere-lhe o controle do Kamui, uma técnica de espaço-tempo extremamente poderosa. No entanto, o uso dessa habilidade raramente é retratado na juventude de Kakashi. A principal razão, confirmada em leituras complementares da obra e implícita no desenvolvimento do personagem, é o custo energético associado ao seu uso.
Os Limites Físicos de um Olho Não-Uchiha
Diferentemente dos membros do clã Uchiha, que possuem um sistema de chakra otimizado para suportar as dores e o consumo do Sharingan, Kakashi é um usuário externo. Transplantar um olho, mesmo com o potencial do Mangekyō, impõe barreiras severas. O uso constante ou prolongado do MS exigia uma quantidade de chakra monumental, levando Kakashi rapidamente à exaustão extrema, tornando a técnica inviável em missões de rotina ou batalhas onde a resistência era primordial.
Na fase clássica, que abrange os primeiros anos de Kakashi como sensei do Time 7 - composto por Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha e Sakura Haruno -, sua missão principal era guiar e proteger seus jovens pupilos. Revelar uma habilidade que o deixaria inutilizável por dias seria uma falha tática grave. Ele precisava conservar seu chakra para táticas alternativas, como o uso de selos, as técnicas básicas de Jōnin e, claro, a cópia de jutsus com seu Sharingan padrão.
A Importância da Estreia de Habilidades
Do ponto de vista narrativo, Kishimoto implementou uma estratégia de contenção de poder. Se Kakashi apresentasse seu Mangekyō Sharingan logo no início, o impacto de suas futuras revelações seria mitigado. Manter o Kamui em segredo permitiu que o autor reservasse esse poder extremo para momentos de clímax ou quando a vida de seus protegidos estivesse em perigo iminente, como se viu durante a invasão de Pain.
Ademais, a imagem de Kakashi na primeira fase era a do ninja que confiava na inteligência e na técnica aprendida ao longo dos anos, refletida em seu vasto repertório copiado. O Mangekyō Sharingan, que é uma habilidade de poder absoluto, destoaria intencionalmente do perfil do mentor experiente que utilizava a sabedoria do campo de batalha como sua arma mais eficaz. O MS, portanto, permaneceu uma arma de último recurso, guardada para proteger o futuro da Vila da Folha e de seus novos times, um testemunho de sua mentalidade estratégica como ninja de elite.
Analista de Anime Japonês
Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.