A eterna dúvida dos fãs: Qual versão de dragon quest: A jornada de dai assistir, a original ou o remake?
A reanimação de um clássico do shonen traz à tona o debate sobre qual adaptação de Dragon Quest: A Jornada de Dai priorizar.
A franquia Dragon Quest, embora mais conhecida por seus aclamados RPGs, possui uma história rica também no mundo dos animes. Um ponto central de interesse para novos espectadores e nostálgicos é decidir entre duas adaptações animadas de Dragon Quest: Dai's Great Adventure (ou Dragon Quest: The Adventure of Dai): a versão clássica produzida nos anos 90 e o remake mais recente, lançado em 2020.
A comparação entre gerações de animação
A escolha envolve mais do que apenas a qualidade visual; ela abrange fidelidade ao material original, ritmo narrativo e a própria experiência sensorial proporcionada por cada época de produção. A série original, exibida na década de 1990, serviu como porta de entrada para muitos fãs internacionais e japoneses na saga do jovem herói Dai, discípulo do grande herói Avan, que precisa enfrentar o retorno das forças demoníacas lideradas pelo Rei Hadlar.
Por outro lado, o remake de 2020 surgiu com a promessa de modernizar a animação, utilizando técnicas visuais contemporâneas e aprimorando a ação, algo essencial em um título de aventura e fantasia repleto de batalhas épicas. A produção moderna, produzida pelo estúdio Square Enix (que também é responsável pelos jogos), busca satisfazer tanto quem já conhece a história quanto quem a descobrirá agora. A animação renovada oferece fluidez e detalhamento que eram tecnicamente impossíveis de alcançar com o orçamento e os métodos da animação tradicional dos anos 90.
Fidelidade e ritmo narrativo
Um ponto crucial na análise das duas versões reside na cobertura do mangá original, escrito por Yūshirō Miura e desenhado por Riku Sanjō. O anime original, embora amado, é conhecido por ter sido interrompido antes do final completo da obra, resultando em um encerramento apressado ou adaptado posteriormente, dependendo da perspectiva. Isso frequentemente gera uma sensação de incompletude para quem busca uma narrativa totalmente concluída na tela.
O Dragon Quest: The Adventure of Dai de 2020, contudo, foi planejado desde o início para adaptar o mangá inteiro, prometendo entregar o arco narrativo completo sem as interrupções ou os desvios que afetaram a versão anterior. Para o espectador que valoriza a história do princípio ao fim, o remake se apresenta como uma opção mais segura e completa em termos de jornada do protagonista.
Análise visual e técnica
A evolução técnica é o fator mais evidente. Enquanto a versão dos anos 90 carrega o charme nostálgico do anime daquela era, marcada por uma paleta de cores e um estilo de desenho característicos, a nova série explora a profundidade e a intensidade das cenas de luta com cores mais vibrantes e sequências de ação mais dinâmicas, recorrendo frequentemente a efeitos visuais de alta qualidade.
A decisão final frequentemente se resume ao que o espectador prioriza. Se a experiência de redescobrir um clássico com visuais firmemente ancorados na estética de fantasia dos anos 90 é o objetivo, a série original tem seu valor. No entanto, para quem deseja a estética moderna e a certeza de acompanhar a saga completa de Dai, adaptada com aprimoramentos técnicos significativos, o remake de 2020 é o caminho recomendado. Ambas as séries, cada uma à sua maneira, celebram a essência da aventura e da luta contra o mal que define o espírito de Dragon Quest.