A controvérsia da falha estratégica do clã uchiha em naruto: A opção por fundar um novo vilarejo
Análise aponta que o clã Uchiha falhou ao não seguir o exemplo de Orochimaru e buscar soberania fora de Konoha.
A saga de Naruto, centrada no conflito entre idealismo e política de poder em Konohagakure, frequentemente levanta questionamentos sobre as decisões tomadas pelo clã Uchiha em sua longa disputa contra a liderança da Folha. Uma análise aprofundada das ações do clã, desde os tempos de Madara até o golpe planejado por Fugaku, sugere que o caminho escolhido - a revolução interna - foi inerentemente falho, especialmente quando comparado ao sucesso de um renegado notório.
O ponto central da discussão reside na aparente facilidade com que Orochimaru, atuando sozinho, conseguiu estabelecer um vilarejo ninja independente e próspero em um período relativamente curto. Se o ódio e o sentimento de opressão pelo qual o clã Uchiha passava era tão profundo que justificava uma tentativa de derrubar Konoha, por que não adotaram uma estratégia semelhante à de seu antigo companheiro de equipe?
A alternativa da soberania independente
A perspectiva de que os Uchiha estivessem ligados por um senso de orgulho em permanecerem na vila que ajudaram a fundar é compreensível. Contudo, esse apego parece ter cegado os líderes para a opção mais taticamente sólida. Se o objetivo final era realizar seus ideais sem a interferência do conselho de Konoha, a criação de um novo enclave permitiria isso de forma muito mais segura.
A comunidade ninja de Konoha, inclusive líderes como Hiruzen Sarutobi, parecia convicta de que qualquer tentativa de golpe por parte dos Uchiha resultaria em derrota. Diante de tal cenário de iminente aniquilação em um confronto aberto - um ataque suicida por vaidade, como alguns argumentam -, a estratégia de se realocar e recrutar seria superior.
Imagine o potencial estratégico: os Uchiha poderiam retornar às suas terras ancestrais ou buscar um território inexplorado. Com o tempo, poderiam atrair outros ninjas poderosos descontentes, fortalecendo seu número e recursos, e construir um exército capaz de desafiar Konoha em condições mais equitativas. O exemplo de Orochimaru demonstra que a infraestrutura para um novo poder ninja não era impossível de ser construída.
O potencial militar desperdiçado
O texto original levanta um ponto crucial sobre o desperdício de poder latente. A tentativa final de golpe, liderada por Fugaku Uchiha, baseou-se em um ataque limitado, dependente da surpresa e da força bruta de seus membros mais fortes. Se Obito Uchiha e Madara Uchiha tivessem liderado um movimento focado na construção de um novo poder, em vez de dependerem apenas dos Zetsus modificados e de pequenas células de apoio, o resultado da história de Naruto poderia ter sido drasticamente diferente.
Um exército composto por usuários do Sharingan, fortalecidos e dedicados a uma causa soberana, representaria uma ameaça muito mais robusta e sustentável do que a estratégia de confronto direto adotada, que culminou no massacre do clã. A história dos Uchiha, vista por essa lente estratégica, parece ser um registro de oportunidades perdidas e escolhas políticas autodestrutivas amarradas a um apego territorial insustentável.