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A hierarquia do terror: Analisando a impossibilidade de conflito entre griffith e zod no universo de berserk

A ascensão de Griffith ao status de Deus da Mão levanta questionamentos sobre a dinâmica de poder com entidades ancestrais como Zod.

Analista de Mangá Shounen
31/01/2026 às 17:59
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A transformação de Griffith em um membro da Mão de Deus, assumindo a forma de Femto e, subsequentemente, seu novo corpo como o Rei Falcão, redefiniu drasticamente a balança de poder no mundo de Berserk. Este evento cósmico, catalisado pelo Sacrifício, forçou uma reavaliação da força bruta e da ameaça que figuras ancestrais, como o imortal Zod, representam no ecossistema demoníaco.

O Choque de Poderes e a Ascensão Divina

Um ponto central de análise entre os admiradores da obra de Kentaro Miura é a suposta relação de confronto entre Griffith e Zod. Zod, o Imortal, uma figura de poder descomunal que atravessou eras servindo a vários bandos com o único propósito de encontrar um senhor digno de enfrentar, possui uma história de batalhas lendárias. Sua resistência contra Guts e sua aparente falta de medo diante de demônios de alto escalão são notórias.

No entanto, a emergência de um novo membro da Mão de Deus, especialmente um que alcançou esse patamar através de uma ascensão tão dramática, como Griffith, coloca Zod em uma nova perspectiva. A Mão de Deus opera em um nível ontológico superior ao de Apóstolos comuns ou mesmo de entidades demoníacas que não fazem parte do círculo interno dos Cinco Reis Celestiais.

A Intimidação Cósmica

Observando a nova posição de Griffith, a reação esperada de Zod não seria de desafio direto, mas sim de reconhecimento da magnitude da nova entidade. A Mão de Deus não são meros monstros; eles são agentes do Causality (Causalidade) e guardiões dos limites dimensionais, seres que manipulam a realidade em uma escala que supera a força física, por mais formidável que seja a de Zod. A simples posse do behelit usado por Griffith, símbolo máximo da transformação, indica uma ligação intrínseca com as forças que regem o Eclipse.

Argumenta-se que Zod, em suas raras investidas contra criaturas superiores, sempre o fez por curiosidade ou como um teste de força momentâneo. Enfrentar uma divindade que ascendeu manipulando o destino do mundo seria imprudente, até mesmo para alguém que conquistou a imortalidade. A percepção de que Griffith se tornou um ser que não pode ser ferido ou sequer confrontado por meios convencionais instaura um temor reverencial, uma anulação da vontade de combate em favor da soberania cósmica.

É fundamental entender que a força de Zod reside na sua ferocidade e resistência no plano físico e astral inferior. Griffith, como ${'Femto'}$, transcende essas leis, tornando qualquer consideração de uma luta entre os dois uma análise de escala inadequada. A comparação, portanto, se assemelha mais à de um guerreiro poderoso desafiando um deus em seu próprio templo, onde o resultado é predeterminado pela própria estrutura da ordem sobrenatural estabelecida pela Ideia do Mal.

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Tags:

#Berserk #Griffith #Behelit #Godhand #Zod

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.

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