Hunter x hunter: A disputa pela coroa de melhor anime de todos os tempos
A complexidade narrativa e o desenvolvimento de personagens em Hunter x Hunter levantam a questão sobre seu lugar no panteão das maiores obras de anime.
A eterna discussão sobre qual obra de animação japonesa merece o título de melhor de todos os tempos frequentemente coloca séries consagradas sob a lupa. Recentemente, o aclamado Hunter x Hunter (HxH), criado por Yoshihiro Togashi, emergiu como um forte candidato nessa conversa, provocando reflexões sobre seus méritos em comparação com a vasta concorrência.
A obra, que acompanha Gon Freecss em sua jornada para se tornar um Hunter, transcende a premissa inicial de aventura juvenil. O que realmente eleva Hunter x Hunter é a forma como ele aborda temas complexos e a profundidade psicológica de seus personagens, mesmo aqueles que parecem superficiais à primeira vista.
A maestria do desenvolvimento
Um dos pilares mais elogiados de HxH é a sua capacidade de evoluir drasticamente o tom e a complexidade narrativa. Enquanto arcos iniciais, como o Exame Hunter, focam em ação e amizade, sagas subsequentes, como a dos Chimera Ants, mergulham em dilemas morais profundos e em estudos sobre ética, poder e a natureza da humanidade. Essa transição, de forma coesa e orgânica, é vista por muitos como um feito de engenharia narrativa raramente igualado no meio.
Além disso, o sistema de poder, conhecido como Nen, é frequentemente citado como um dos mais bem conceituados na história dos animes de luta. Sua estrutura detalhada, baseada em princípios de restrições e reforços, força os personagens a serem criativos e estrategistas, em vez de simplesmente dependerem de força bruta. Esta sofisticação tática eleva o nível dos confrontos.
Comparação com gigantes do gênero
Ao ser medido contra outros titãs da animação, como Fullmetal Alchemist: Brotherhood ou Neon Genesis Evangelion, os defensores de HxH apontam para a consistência na escrita, mesmo com as notórias pausas na publicação do mangá original. A qualidade da animação da adaptação de 2011, produzida pelo estúdio Madhouse, também merece destaque por traduzir a arte detalhada de Togashi para a tela com fidelidade e fluidez.
A hesitação em coroar definitivamente HxH como 'o melhor' muitas vezes reside na sua continuidade incerta e no fato de que o ápice da narrativa, o décimo terceiro príncipe sucessório, ainda não foi totalmente explorado na animação. Contudo, o potencial demonstrado e o impacto emocional exercido sobre aqueles que o acompanham solidificam seu lugar na elite da animação japonesa. Para muitos, a jornada de Gon e Killua já representa um ápice criativo, definindo um padrão elevado para o desenvolvimento de personagens e construção de mundo.