Anime/Mangá EM ALTA

A verdadeira ideologia de nagato: Por que a derrota para naruto não foi uma mudança de princípios

Análise aprofundada revela que Nagato Uzumaki não abandonou sua visão de mundo, mas viu em Naruto uma forma superior de concretizá-la.

Analista de Anime Japonês
17/02/2026 às 18:35
6 visualizações 5 min de leitura
Compartilhar:

A narrativa de Nagato Uzumaki, o líder por trás da organização Akatsuki, frequentemente é simplificada como a de um vilão convencido de seu erro pelo poder da persuasão, o famoso talk-no-jutsu de Naruto. No entanto, uma análise mais cuidadosa de seus objetivos revela uma profundidade ideológica que não foi abandonada, mas sim reinterpretada no momento crucial de seu confronto final.

A fundação da filosofia de Nagato residia na crença de que a paz duradoura só seria alcançada através da concentração de poder em uma única fonte. Essa hegemonia, ele defendia, funcionaria como um equilíbrio de terror, ameaçando todas as nações igualmente e, assim, forçando o fim dos conflitos à margem.

A crítica ao equilíbrio de Hashirama Senju

Nagato via o arranjo pós-guerras estabelecido por Hashirama Senju, com a distribuição das Bestas com Cauda entre as grandes vilas, como inerentemente falho. Ele argumentava que, mesmo com a estabilidade aparente entre os gigantes, as comunidades menores seriam inevitavelmente esmagadas e destruídas na competição constante por influência e poder. O ataque a Konoha foi, em sua visão, uma demonstração prática dessa dor universal que as pequenas nações sentiam, um catalisador necessário para forçar o mundo a encarar a fragilidade de seu sistema.

O ponto central da determinação de Nagato era seu compromisso inabalável com a ideia da paz através da força centralizada. A disposição para sacrificar a própria vida em nome desse ideal demonstra que sua convicção era absoluta e não baseada em mero ressentimento pessoal. Ele estava disposto a morrer pela concretização de seu plano de supremacia pacífica.

Naruto como a concretização evoluída da ideologia

A virada final não representou uma capitulação da ideologia, mas sim o reconhecimento de que Naruto Uzumaki apresentava uma solução mais elevada para o mesmo problema. Naruto, através de seu poder imenso e de sua vontade inabalável, também se tornou um polo de concentração de força. A diferença crucial, segundo essa leitura, é que o poder de Naruto era intrinsecamente benevolente.

Naruto detinha a força necessária para impor a paz, mas, diferentemente do que Nagato temia com sua própria visão, ele não usaria esse poder para aniquilar os fracos. Ele era, portanto, um cumprimento superior da meta original de Nagato: concentrar o poder para garantir a estabilidade, mas sem a intenção destrutiva intrínseca ao método puramente coercitivo que Pain (o caminho de Nagato) representava.

Ao aceitar o sacrifício final para ressuscitar os destruídos por seus atos, Nagato validou que a ideia central sobreviveria, agora canalizada por um agente mais moralmente apto a mantê-la. O fim de sua vida reafirmou sua devoção ao conceito de paz ditada pela força, apenas encontrando no ninja mais poderoso de sua geração o veículo ideal para essa utopia.

Fonte original

Tags:

#Naruto #Nagato #Talk no Jutsu #Ideologia #Poder Concentrado

Analista de Anime Japonês

Especialista em produção e elenco de animes e filmes japoneses originais. Possui vasta experiência em cobrir anúncios de elenco, equipe técnica e trilhas sonoras de produções de nicho, focando na precisão dos detalhes da indústria.

Ver todos os artigos
Ver versão completa do site