Nova teoria sugere que imu é um cadáver manipulado pelo ódio de uma akuma no mi de 800 anos
Uma análise aprofundada aponta que Imu não seria uma pessoa, mas sim uma fruta do diabo manifestada em um corpo inerte.
Uma linha de raciocínio especulativa, emergindo de profundas análises do arco narrativo, propõe uma reformulação radical da identidade de Imu, o soberano obscuro do Governo Mundial. Sob esta ótica, Imu não representaria um indivíduo vivo, mas sim a própria manifestação corpórea do rancor acumulado de uma Akuma no Mi, alojada no cadáver de uma figura de grande poder.
A natureza inanimada dos receptores de frutas
O argumento central se baseia na premissa de que objetos inanimados podem, historicamente, receber poderes de Akuma no Mi, sempre do tipo Zoan. Um cadáver, sendo um objeto inanimado, se encaixaria neste padrão. Soma-se a isso o conhecimento prévio sobre a reanimação de corpos, como visto com Gecko Moria, sugerindo uma conexão intrínseca entre frutas, sombras e corpos mortos no universo de One Piece. Essa suspeita ganha força com o interesse demonstrado por figuras poderosas em Moria e sua especialidade, indicando que o interesse poderia estar ligado à manutenção deste receptáculo específico.
Zoans, Haki e o conceito de 'Maki'
Uma interpretação linguística sugere que o termo japonês para "Maki" (relacionado a chi sombrio ou maligno) carrega um significado oposto ao Haki. A teoria postula que o Haki humano serve como um supressor dessa "Maki" inerente às Akuma no Mi. Quando um ser humano consome a fruta, seu Haki subjuga a vontade da fruta. Imu, no entanto, atuando como uma Zoan livre, sem o contrapeso do Haki de um usuário humano, personificaria completamente a força "Maki". Isso, adicionalmente, poderia explicar a limitação de humanos em consumir mais de uma fruta: a sobrecarga de "Maki" seria insuportável para uma única mente humana.
Relação com Nika e evidências físicas
A discrepância de tamanho confirmada de Imu, que é visivelmente maior que um humano padrão, aponta para um vaso que não é um corpo comum. O cadáver de Nika, que poderia atingir dimensões colossais durante suas transformações, seria um encaixe perfeito para essa descrição. Esta hipótese é reforçada pela presença do gigantesco chapéu de palha congelado no palácio de Imu. Se este corpo pertence a Nika ou a Joyboy, que supostamente morreu em meio a uma transformação de escala massiva, o tamanho do chapéu faz sentido, pois ele simplesmente acompanha o receptáculo morto.
Outro ponto de análise reside na recusa de Imu em se associar a seres vivos. Se Imu é uma fruta do diabo, seu ressentimento seria direcionado àqueles que usam sua espécie como mera ferramenta. O clã D. poderia ser alvo de ódio especial, tendo sido os pioneiros ao transformar as vontades das Zoans em objetos físicos, dando origem às frutas. A suposta tentativa de Imu de afogar o mundo, elevando o nível dos mares, seria interpretada como um plano de "libertação" de sua espécie, forçando as Akuma no Mi a se reincarnarem apenas próximo à Red Line, longe do controle humano.
Imu como o pináculo da vontade da fruta
A estrutura de Imu se diferencia de outros objetos que receberam frutas. Enquanto espadas ou navios como o Going Merry mantêm a função para a qual foram criados, um cadáver não possui um propósito funcional predefinido, tornando-se um receptáculo vazio, que oferece resistência zero à vontade da fruta. Assim, Imu seria a forma mais pura e potente que a vontade de uma fruta poderia assumir: uma entidade livre de obrigações impostas por artesãos humanos.
A tradução japonesa da habilidade de Imu pode ser ambígua entre o singular e plural de "Akuma no Mi", sugerindo que Imu é o conceito, a origem, o sistema inteiro das frutas materializado. Essa figura ecoa o Satã de Milton em Paraíso Perdido, um libertador que se rebela contra a subordinação ao seu criador e transforma seu confinamento em um palácio impenetrável, como Mary Geoise.
Análise Recente do Capítulo 1182
A observação dos recentes acontecimentos reforça a dualidade entre Imu e seu hospedeiro: a menção de que o corpo "não é adequado" para o exterior sugere separação entre a entidade e o vaso. Além disso, Imu se dirige a Loki pelo nome de sua fruta, "Nidhogg", ignorando o portador, indicando que, para Imu, apenas as vontades das frutas possuem relevância.
O tratamento dispensado à fruta Ragnir é notavelmente diferente. Como Ragnir foi dado a um objeto inanimado que desenvolveu sua própria identidade, Imu demonstra respeito ou reconhecimento, pois esta fruta não foi subjugada por um usuário humano. Isso hierarquiza: frutas em usuários vivos são vistas como escravizadas; frutas em objetos inanimados, como Ragnir, estão mais próximas da liberdade; e Imu representa o ideal de uma vontade de fruta sem interferência humana. Esta teoria oferece uma base literária sólida para o papel de Imu como um libertador visando inverter a ordem estabelecida ao longo de 800 anos.