A inconsistência técnica da ambição de orochimaru: O dilema do sharingan após obter as células de hashirama
A aquisição das células do Primeiro Hokage por orochimaru levanta um debate sobre por que ele não teria implantado o sharingan posteriormente.
A busca incessante de orochimaru por imortalidade e poder absoluto no universo de Naruto culminou em experimentos radicais, sendo o mais notável a incorporação das células do Primeiro Hokage, Hashirama Senju. Esta façanha tecnológica prodigiosa, que lhe conferiu uma incrível capacidade de regeneração e vitalidade, lança luz sobre uma aparente inconsistência em seus planos de aprimoramento genético: a ausência da implantação do Sharingan.
O peso do Sharingan para usuários não-Uchiha
É bem estabelecido na narrativa que o Sharingan, o dōjutsu exclusivo do Clã Uchiha, impõe uma carga energética imensa sobre usuários que não possuem o sangue Uchiha. Antes de sua transformação final, orochimaru demonstrava receio em utilizar os olhos de Sasuke Uchiha, por exemplo, devido ao risco de sobrecarga orgânica e rejeição do corpo. Essa limitação justificava sua hesitação em tentar adquirir e manifestar os poderes visuais.
A revolução das células de Hashirama
Ao final da história principal, orochimaru se estabelece em um corpo totalmente composto pelas células do lendário Hashirama Senju. Este novo corpo, essencialmente uma entidade regenerativa com o poder do Mokuton (Estilo Madeira), representaria o ápice de sua tentativa de transcender as limitações humanas. Teoricamente, um corpo com tal vitalidade e capacidade de absorção de chakra deveria ser capaz de suportar o estresse fisiológico imposto pela implantação de um dōjutsu poderoso.
Por que a hesitação persistiria?
A questão central permanece: se o corpo de orochimaru é agora quase inteiramente constituído pelas células mais potentes do mundo ninja, por que ele não teria aproveitado essa nova e robusta fundação biológica para integrar um par de Sharingan? A resposta pode residir em nuanças mais sutis de compatibilidade genética ou na natureza específica do dōjutsu.
Embora as células de Hashirama ofereçam resistência extraordinária, o Sharingan pode exigir uma conexão específica com o chakra Uchiha que transcende a mera capacidade de regeneração celular. É possível que orochimaru, mesmo considerando seu corpo renovado, estivesse ciente de que a fusão entre a linhagem Senju e o poder ocular Uchiha poderia criar um desequilíbrio imprevisível, um risco que ele preferiria não correr, dado que já havia alcançado um nível de poder quase absoluto.
Outra análise sugere que, para orochimaru, a busca por poderes seletivos era mais estratégica do que cúmulo indiscriminado. Ele já havia dominado a técnica de ressurreição com o Edo Tensei, selado o conhecimento de inúmeros jutsus e conquistado a longevidade. A obtenção do Sharingan, que exigiria um novo ciclo de pesquisa e procedimento cirúrgico arriscado, talvez não oferecesse um retorno de poder que justificasse o desvio de foco de seus objetivos centrais, especialmente após a vitória contra seus inimigos mais persistentes.
A mitologia do mundo ninja demonstra que mesmo os Kage mais poderosos possuem limites bem definidos. O corpo de orochimaru, embora incrivelmente aprimorado, pode ter permanecido inerentemente não-Uchiha em sua essência vital, impedindo a plena manifestação e controle do Sharingan, mesmo com a ajuda das células lendárias.