Híbrido apocalíptico: O que aconteceria se uma infecção zumbi atingisse o universo de berserk

A colisão de dois universos sombrios, o mundo de Berserk e o horror dos mortos-vivos de jogos como Call of Duty, levanta especulações sobre o impacto em personagens como Guts.

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Analista de Mangá Shounen

12/01/2026 às 13:51

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A fusão de dois dos cenários mais sombrios da ficção - o mundo medieval gótico e violento de Berserk e a ameaça implacável de uma infecção zumbi - gera um exercício mental fascinante sobre sobrevivência e desespero. A ideia surge da imaginação ao considerar a introdução de mortos-vivos, talvez até mesmo no nível de terror encontrado em jogos como Call of Duty Zombies, no Continente de Berserk.

O impacto da praga no cenário de fantasia sombria

O mundo de Berserk já é um lugar estruturalmente caótico. Assolado por apóstolos, a tirania do Santo Ente de Albion e a costante luta de Guts contra o destino, a introdução de uma praga zumbi adicionaria uma camada de dificuldade exponencial. Em um cenário onde a morte é frequentemente apenas o prelúdio para algo pior, transformar pessoas em mortos-vivos vorazes mudaria drasticamente as dinâmicas de poder já estabelecidas.

A principal questão reside na eficácia das defesas existentes. Exércitos medievais, acostumados a combater cavaleiros e criaturas demoníacas, teriam que se adaptar rapidamente a inimigos que não sentem dor e podem se multiplicar. O conceito de um zumbi que, por exemplo, ignora armaduras ou pode atravessar ferimentos graves sem diminuir a velocidade tornaria as táticas convencionais obsoletas instantaneamente.

Zumbificação e o Eclipse

A ameaça dos Apóstolos e a presença do God Hand, entidades que operam em um plano metafísico, complicam a narrativa zumbi tradicional. Seria a infecção viral capaz de afetar aqueles que já fizeram pactos com o mal, como os membros da Gangue do Falcão Negro após o Eclipse? Ou, inversamente, os poderes demoníacos existentes poderiam servir como imunidade ou, pior, como catalisadores para uma forma mais virulenta da praga?

Personagens como Guts, o Espadachim Negro, seriam postos à prova de maneiras inéditas. Sua fúria e o poder da Dragon Slayer são ideais para lidar com grandes hordas, mas a exaustão contínua e a necessidade de proteger Casca, que já é extremamente vulnerável, se tornariam ainda mais críticas. Um zumbi vindo da obra ímpar de Kentarō Miura teria que ser mais do que apenas reanimação; ele precisaria incorporar o terror psicológico característico da série.

A questão da infecção no plano astral

Um ponto crucial a ser considerado é a natureza da realidade em Berserk, que interage constantemente com o plano astral. Se a infecção for de origem mundana, como uma doença transmitida por mordidas, a luta seria desesperada, mas possível com o uso de fogo e força bruta. Se, contudo, a praga for de natureza sobrenatural, trazida talvez por um dos membros da God Hand ou manifestada como um novo tipo de maldição, a perspectiva muda para uma batalha contra a própria estrutura do mal no universo de fantasia, lembrando a devastação vista em jogos pós-apocalípticos.

A possibilidade de que a infecção zumbi simplesmente se torne mais um obstáculo enfrentado pelo protagonista, ao lado de demônios e cavaleiros fanáticos, sublinha a resiliência do tema central de Berserk: a persistência da humanidade frente a um horror avassalador.

An

Analista de Mangá Shounen

Especializado em análise aprofundada de mangás de ação e batalhas (shounen), com foco em narrativas complexas, desenvolvimento de enredo e teorias de fãs. Experiência em desconstrução de arcos narrativos e especulações baseadas em detalhes canônicos.