A lógica por trás do uso da izanami: Por que o clã uchiha não a empregou contra itachi?
A complexa técnica ocular Izanami nunca foi vista em batalha durante o fatídico massacre do clã Uchiha, levantando questionamentos estratégicos.
Um dos momentos mais sombrios e cruciais do universo Naruto Shippuden é, sem dúvida, o extermínio do clã Uchiha pelas mãos de Itachi, auxiliado por Tobi (Obito Uchiha). Este evento, marcado por tragédia e conflito interno, gerou debates contínuos sobre as táticas empregadas. Em particular, surge a questão sobre a Izanami, uma técnica ocular Lendária do clã, tão poderosa quanto sua contraparte, a Izanagi.
A Izanami: A Genjutsu Imutável
A Izanami é um Genjutsu (técnica ilusória) extremamente rara e proibida, que permite ao usuário prender o alvo repetidamente no mesmo lapso de tempo, forçando-o a aceitar a realidade da situação em que se encontra. Para um membro do clã Uchiha sendo atacado por um parente tão mortal quanto Itachi, a utilização dessa técnica pareceria ser uma linha de defesa desesperada, mas lógica. Afinal, se a Izanagi permite reescrever a realidade pessoalmente, a Izanami força o oponente a encarar uma realidade inalterável.
A ausência total dessa técnica durante o massacre levanta uma dúvida fundamental em relação ao conhecimento dos Uchiha sobre suas próprias habilidades. É um fato conhecido que a Izanami exige um grande custo, afetando permanentemente a visão do portador, assim como a Izanagi. No entanto, em um cenário de aniquilação total, o custo físico de perder um olho poderia ser considerado insignificante se isso significasse a sobrevivência contra um adversário tão poderoso.
O conhecimento da técnica dentro do clã
O conhecimento sobre a Izanami estava restrito, sendo transmitido apenas entre membros selecionados da família principal do clã Uchiha. É possível que a maioria dos membros que pereceram, especialmente aqueles que não eram da linhagem principal ou que estavam menos envolvidos nas decisões internas, simplesmente desconhecessem a existência ou o funcionamento exato dessa ferramenta. Itachi, por sua vez, demonstrou profundo conhecimento sobre as técnicas proibidas, tendo ele próprio aprendido a versão mais avançada do Mangekyō Sharingan.
A narrativa sugere que os Uchiha mais próximos do poder, incluindo o líder do clã e os anciãos, poderiam ter tido acesso a essa informação. Contudo, o massacre foi executado com precisão cirúrgica e extrema rapidez, aproveitando a posição de Itachi como agente duplo e seu acesso privilegiado às rotinas internas. A velocidade do ataque pode ter impedido qualquer reação coordenada ou o uso de técnicas que exigissem tempo de preparação ou concentração intensa.
A Estratégia contra Itachi e Obito
Mesmo que tivessem ativado a Izanami, o sucesso contra Itachi dependeria de um fator crucial: ele precisaria ser o alvo direto do Genjutsu. Além disso, Itachi possuía o Susanoo e o Amaterasu, habilidades que, combinadas com a força de combate de Tobi, criavam uma barreira defensiva e ofensiva quase intransponível. Um Uchiha preso na Izanami estaria vulnerável a ataques externos, como os jutsus de fogo ou as marionetes de Itachi ou os ataques de Obito.
A única chance viável seria aprisionar Itachi na ilusão, mas isso exigiria que o Uchiha lançador sobrevivesse aos primeiros segundos do ataque suicida. A complexidade da Izanami, usada como último recurso contra um inimigo que já estava traindo o clã ou que possuía meios de se proteger de Genjutsus poderosos, torna sua aplicabilidade prática em meio ao caos daquela noite questionável. A ausência da técnica no clímax do massacre permanece um ponto fascinante sobre as limitações, o conhecimento secreto e a eficiência tática dos Uchiha em seus momentos finais.