A jornada de 99 filmes de anime: A busca pelo marco centenário na animação japonesa
Um entusiasta detalhou sua vasta coleção de 99 longas-metragens de anime, focando apenas em filmes e OVAs, e considera opções para sua centésima obra.
A dedicação extrema ao cinema de animação japonesa alcançou um marco curioso para um colecionador: a fronteira dos 99 filmes assistidos. Para celebrar a marca do centésimo longa-metragem, o foco recai estritamente em obras cinematográficas completas, excluindo qualquer produção seriada, inclusive OVAs com mais de um episódio. Essa seletividade demonstra um apreço profundo pela narrativa concisa e pelo formato de longa-metragem exclusivo.
Um catálogo que abrange a história do cinema de anime
A trajetória desse espectador revela um profundo mergulho na história da animação, abrangendo desde clássicos fundamentais até lançamentos recentes. A lista de obras já consumidas é um verdadeiro panorama da evolução do meio. Incluindo títulos icônicos como Akira, Ghost in the Shell 1 & 2 e toda a filmografia do Studio Ghibli (incluindo Castle in the Castle of Cagliostro), a seleção evidencia um respeito pelos pilares do gênero.
A coleção passeia ainda por obras-primas conceituais e experimentalistas, como Perfect Blue, Paprika, e a singular Angel’s Egg, que desafiam as narrativas convencionais. Há também espaço para marcos históricos de estúdios e diretores antigos. Obras como Belladonna of Sadness e Royal Space Force, junto com os filmes originais de Urusei Yatsura e a franquia Project A-Ko, sinalizam um conhecimento que vai muito além dos títulos mais populares da atualidade.
O catálogo também registra marcos do cinema de anime contemporâneo. Filmes aclamados como Your Name, Weathering With You, Suzume e Inu-Oh garantem que o espectador está atualizado com os sucessos recentes de diretores como Makoto Shinkai e Masaaki Yuasa (representado por Mind Game e Ride Your Wave).
A difícil escolha para o vigésimo filme
Com um repertório tão vasto, a decisão sobre qual filme assinalar como o centésimo exige uma ponderação significativa. Entre os candidatos pré-selecionados, cada um representa uma faceta distinta da excelência no cinema de anime.
- A Silent Voice: Promete uma experiência emocional intensa, explorando temas de bullying e redenção.
- Metropolis: Um retorno fundamental ao cinema de animação, com raízes em obras muito anteriores.
- Ninja Scroll: Representa a estética vibrante e a ação intensa do anime de aventura histórica.
- Blue Giant: Um filme mais recente, focado na paixão e no drama de músicos de jazz.
- The Tale of the White Serpent: Um dos primeiros longas-metragens coloridos, com grande peso histórico.
- Legend of the Galactic Heroes: My Conquest is the Sea of Stars: Uma introdução épica ao universo complexo e militar de Legend of the Galactic Heroes.
A escolha final, seja ela um clássico histórico como Metropolis de 1987 ou um drama moderno como A Silent Voice, servirá como um selo para a jornada cinematográfica até agora. Para quem já explorou o cânone de Mamoru Oshii (Ghost in the Shell, envolvimento em Patlabor) e do cinema psicodélico japonês, o filme de número 100 precisa ser digno de registro.