A inusitada jornada do pai de gon ao egito e o que isso revela sobre a construção de mundo em hunter x hunter

A breve passagem de Ging Freecss por uma localidade com fortes referências ao Egito no mangá gerou poucos comentários, mas oferece vislumbres sobre seu itinerário global.

Fã de One Piece
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29/01/2026 às 21:01

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A inusitada jornada do pai de gon ao egito e o que isso revela sobre a construção de mundo em hunter x hunter

A complexa narrativa de Hunter x Hunter, criada por Yoshihiro Togashi, frequentemente utiliza referências geográficas e culturais do nosso mundo para construir seus cenários exóticos. Um ponto pouco explorado, mas intrigante, reside na breve menção da viagem do personagem Ging Freecss, pai de Gon, ao Egito, conforme revelado em um dos volumes iniciais da obra.

Embora o trajeto global de Ging seja um mistério constante, sua estadia em uma nação que parece espelhar o Egito antigo e moderno oferece um pequeno, porém significativo, vislumbre sobre seus anos como Hunter de elite. O autor, que notoriamente se aprofunda em temas e locais para enriquecer seu universo ficcional, parece ter inserido elementos cômicos e desafios específicos dessa locação.

Desafios domésticos em cenário histórico

O que se destaca nessa parte da jornada não é a grandiosidade histórica do local, mas sim os contratempos cotidianos enfrentados por Ging. O personagem relembra episódios menos gloriosos de sua aventura, como a perda de seus pertences e encontros com manifestações culturais locais, como dançarinos que poderiam estar associados a apresentações folclóricas egípcias. Esses detalhes humanizam o lendário Hunter, mostrando que mesmo alguém com sua perícia não está imune a pequenos percalços logísticos.

Um dos momentos mais citados dessa passagem envolve a perda de ambas as suas malas durante a viagem, um evento que o próprio personagem descreve com um misto de frustração e humor. Essa situação contrasta fortemente com a imagem de super-humano aventureiro que ele projeta para seu filho, Gon, e para a sociedade de Hunters.

A pegada de Togashi na construção de mundo

A alusão a um país com uma cultura tão rica e reconhecível, como o Egito, que possui uma história milenar ligada a civilizações antigas e sítios arqueológicos como as Pirâmides de Gizé, serve para ancorar a narrativa de HxH em um realismo tangível, mesmo que os poderes e criaturas sejam fantásticos. O uso de referências como a dança pode ser uma forma de Togashi satirizar estereótipos ou simplesmente adicionar cor local à experiência de Ging.

A relativa ausência de discussão aprofundada sobre essa viagem em particular, em comparação com suas façanhas em outras partes do mundo ou com o Arco das Formigas Quimera, sugere que esses recortes biográficos funcionam mais como tempero narrativo do que como pontos centrais da trama principal. Servindo como fundação para entender a vasta experiência de Ging, esses relatos mostram que o caminho para se tornar um dos melhores Hunters passava tanto por sobrevivência extrema quanto por lidar com o estresse de viagens internacionais mal planejadas.

A forma como os desafios mundanos foram destacados sugere um foco peculiar de Ging em sua própria memória, priorizando o infortúnio engraçado em detrimento das grandes descobertas que certamente fez durante sua exploração do Norte da África, mantendo o mistério sobre o verdadeiro propósito de sua busca pelo mundo.

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Fã de One Piece

Entusiasta dedicado da franquia One Piece com foco em análise de conteúdo e apreciação de comédia e desenvolvimento de personagens. Experiência em fóruns especializados e discussões temáticas sobre o mangá/anime.